Servidores rejeitam proposta e seguem em greve
Administração Municipal ofereceu abono de R$ 300, reajuste em alguns benefícios e a volta do pagamento de 1/3 das férias em dinheiro
Os servidores municipais de Ribeirão preto voltaram a rejeitar a proposta de reajuste salarial em forma de abono e continuam em greve. A paralisação entra em seu oitavo dia nesta terça-feira, dia 31, já que foi iniciada no último dia 24.
Nesta segunda-feira, dia 30, os servidores passaram o dia em frente ao Palácio Rio Branco, em protesto contra a falta de proposta da Prefeitura. Nesta terça-feira, novo protesto deve ocorrer no mesmo local durante o dia e na Câmara, às 18h, quando acontece a sessão ordinária.
No final da tarde desta segunda-feira, a Prefeitura encaminhou ao Sindicato dos Servidores Municipais uma proposta de abono salarial de R$ 300,00, retroativo a 1º de março, um reajuste de 6,23% no Vale Alimentação e na Cesta Básica Nutricional dos Aposentados, além da retomada da opção do pagamento dos 10 dias de férias em pecúnia. O abono também é válido para os pensionistas e aposentados.
Segundo a Prefeitura, a proposta representa um reajuste de até 20% no valor dos salários dos funcionários que ganham menos. Para 937 servidores, o reajuste varia de 15% a 20%. Para 5.207 este reajuste fica entre 6% e 15%.
“O benefício significa um reajuste acima da inflação para mais de 70% dos servidores municipais. A proposta também atendeu outras 14 cláusulas trabalhistas priorizadas pelo Sindicato dos Servidores Municipais”, informa a Prefeitura.
Para o SSM, a proposta é “indecente e ofensiva”, além de frustrar a categoria. “Os servidores estão indignados com o tratamento que eles estão recebendo, sem diálogo. A greve vai continuar, chegará ao 8º dia e sem previsão de fim, pois esse Governo não sabe e não quer dialogar com os trabalhadores”, disse Wagner Rodrigues, presidente do Sindicato.
Panfletagem
Na assembleia realizada em frente ao palácio Rio Branco, os servidores decidiram, além dos protestos no local e na Câmara, realizar uma panfletagem no Centro da cidade para explicar aos moradores os motivos da greve e o seu andamento.
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Fotos: Ibraim Leão