Setor atrativo
Carga horária representa um atrativo para as mulheres
Atraídos por melhores possibilidades de rendimentos – entre R$ 3 mil e R$ 7 mil mensais em média – e flexibilidade na rotina de trabalho, quase 80% dos corretores de imóveis hoje em atividade no estado migraram de outras áreas, segundo dados do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). Na Piramid Imóveis, por exemplo, dos 30 corretores atuantes, 19 tinham outras profissões. Entre os principais setores que têm “perdido” seus profissionais estão Direito, Arquitetura, Engenharia e Administração. Mas há outros bem distintos.
Maria Margaret de Souza e Silva, corretora da imobiliária, está no ramo há sete anos, desde que deixou a Secretaria de Assistência Social. Depois de 12 anos coordenando projetos na Prefeitura de Ribeirão Preto, ela trocou de profissão para, entre outros aspectos, garantir versatilidade no horário de trabalho. Ela entra, ainda, em outro dado do Creci-SP: as mulheres representam 27% dos inscritos no conselho. Na Piramid Imóveis, elas correspondem a 33%. “Hoje, posso dizer, com certeza, que um corretor de imóveis tem rendimentos bem superiores à maioria das profissões autônomas e acima da média salarial de diversas profissões que exigem nível universitário. A carga horária representa um atrativo para as mulheres – mães e esposas – que querem mais tempo para se dedicar aos cuidados com a família”, garante a corretora, que deixou de fazer uma jornada de 12 horas de trabalho por dia para 8 atualmente.
Ex-bancária
Ana Lúcia Grossi, que também trabalha na Piramid Imóveis, deixou a carreira como bancária para se dedicar à venda e ao aluguel de residências e espaços comerciais a convite de outro corretor. Depois de passar 15 anos lidando apenas com questões financeiras, atua há 13 como corretora e não se arrepende da troca.
Segundo ela, a profissão exige dedicação, informação, conhecimento e uma boa rede de relacionamentos. Além disso, para ser corretor é necessário concluir o Curso Técnico em Transações Imobiliárias do Creci, inscrever-se na seção regional do conselho, ter facilidade de comunicação, ética e disposição para trabalhar bastante.
Entre os principais benefícios da atual profissão, Ana Lúcia também destaca a versatilidade do horário de trabalho na agenda diária e a boa perspectiva salarial. “Trabalhamos como autônomo e por isso temos mais liberdade. Quando você gosta do que faz vale a pena”, diz.
Estabelecendo metas
Depois de nove anos como funcionário público na Prefeitura de Batatais, onde atuou como guarda municipal e no Departamento de Trânsito, César Augusto Ferreira Calestini resolveu mudar de área em busca de melhor renda. Há quatro anos como corretor de imóveis, hoje é gerente de Vendas da Piramid Imóveis Unidade Ribeirânia. Atualmente, ganha até 300% mais que na prefeitura.
Calestini destaca que para ter bom desempenho é preciso ser determinado. “O corretor de imóveis não tem um ganho fixo. Ele estipula os próprios objetivos, impõe uma meta de quanto quer ganhar. Para alcançar essa renda depende apenas dele mesmo trabalhar o suficiente”, salienta.
O gerente de Vendas ainda ressalta que, apesar de ter uma carga horária diferente, a rotina de atender clientes, mostrar imóveis e acompanhar os compradores ou locatários até o fim da negociação exige muita responsabilidade e critérios rígidos por parte do corretor para garantir a venda.
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