Shantala
Diariamente, a Shantala aproxima pais e bebês e proporciona boas energias e relaxamento
Em poucos minutos, Vanessa Mello Vian já percebe a tranquilidade que a Shantala proporciona à pequena Laura. O contato com seu bebê começou ainda quando a advogada estava grávida. A vontade de aprender essa massagem de origem indiana levou a mamãe a procurar o curso, realizado em Ribeirão Preto pela Aninhare. “A técnica é muito simples de aprender, principalmente quando ministrada pela Fadynha, referência no assunto. No dia seguinte à aula, consegui colocar em prática a massagem, que a minha filha adorou”, declara Vanessa. Para ela, esse contato da mãe com o bebê é extremamente importante e relaxante.
Origem
Apesar de não ter seu surgimento registrado, pode-se dizer que a Shantala é uma massagem indiana milenar. A técnica foi descoberta pelo médico francês Frédérick Leboyer em visita à Índia. Naquele país, deparou-se com uma mulher, chamada Shantala, massageando seu bebê ali mesmo, na calçada. Leboyer recebeu autorização para fotografá-la e filmá-la. Durante dias, o médico acompanhou a massagem de Shantala em seu bebê, captando atentamente cada movimento. Em homenagem a essa mãe, a técnica de massagem em bebês foi batizada. Graças à “descoberta” de Leboyer e ao seu livro, “Shantala, massagem para bebês: uma arte tradicional”, a técnica vem se tornando cada vez mais popular. Cresce, também, o número de pesquisas científicas que buscam comprovar seus benefícios.
Relaxamento
Apesar do pouco contato com a técnica, a empresária Juliana Brock Cattelari pretende investir na Shantala. “Acho muito importante manter o contato olho no olho. Minha filha fica muito mais tranquila e leve depois da massagem. Pretendo continuar a praticar a Shantala junto com a Maria Júlia, pois estou sentindo a diferença”, declara a mamãe depois de experimentar a técnica.
Um toque de carinho
Durante 15 minutos o relacionamento entre mãe e filho se intensifica por meio do toque, com movimentos leves e profundos. Diariamente, a Shantala aproxima pais e bebês e proporciona boas energias e relaxamento. “A massagem aumenta o vínculo entre a mãe e o bebê, além de auxiliar no desenvolvimento psicológico do pequeno, já que a criança se sente mais amada e segura”, afirma Maria de Lurdes Teixeira, mais conhecida como Fadynha. Direcionada ao público infantil, a Aninhare, empresa comandada por Luciana Herrero, proporciona às clientes o conhecimento dessa técnica, além de um apoio familiar quando solicitada. De acordo com a empresária, oferecer esse benefício para os interessados é um grande prazer.
“Sim, os bebês têm necessidade de leite. Mas, muito mais, de serem amados e receberem carinho. Serem levados, embalados, acariciados, pegos e massageados.” Frédérick Leboyer, médico francês que apresentou o método indiano da Shantala ao Ocidente.