Sob medida para o Brasil
Precocidade e adaptabilidade ao clima tropical tornaram a raça Senepol uma grande oportunidade para a pecuária de corte brasileira
Em 2002, com objetivo de fazer cruzamento industrial a pasto — com o gado livre e de forma natural —, o pecuarista Jairo Ferreira Lima, da Genetropic Agropecuária, começou a pesquisar raças taurinas puras que se adaptassem ao clima tropical do Brasil. Para isso, utilizou como matrizes novilhas e vacas meio-sangue Tabapuã-Nelore (Tabanel), em busca de uma raça que fosse mocha, dócil e capaz de padronizar tipo, conformação e pelagem (cor) de sua progênie.
Em 2003, foram introduzidos os cinco primeiros reprodutores Senepol no rebanho de matrizes e, no final de 2004, já estava comprovado que a raça era a única a demonstrar a capacidade de imprimir todas as características desejadas e de forma consistente.
Satisfeito com os resultados, no ano seguinte, Jairo definiu o plano para a seleção e a constituição da Genetropic e adquiriu em parceria com a Fazenda da Grama, três doadoras de primeira classe. “Nenhuma outra raça taurina de corte foi desenvolvida para o trópico de forma tão marcante ou possui esta equivalente característica”, garante Jairo.
Para dar ênfase ao projeto de melhoramento genético da raça, a Genetropic decidiu adotar quatro ações fundamentais. Primeiro prospectou e importou quase 800 doses de 24 raros e destacados líderes genéticos da raça. Em seguida, buscou parceiros que viabilizassem a aquisição de sêmen e os embriões dos melhores reprodutores mundiais. Promoveu estudo, negociou e viabilizou sua associação com a americana Senepol Cattle Breeders Association (SCBA), onde se encontra o maior acervo de dados de avaliação genética da raça em todo o mundo.
Por fim, junto à Embrapa, Jairo viabilizou a inserção do rebanho Genetropic no programa Geneplus de avaliação genética de bovinos de corte, reconhecido internacionalmente. “A carne do Senepol é macia, saborosa, sem gordura entremeada e têm um imenso e lucrativo espaço a ser ocupado em todo o mundo”, ressalta Jairo.