Soluções para a sociedade

Soluções para a sociedade

Em um Mini Hackaton, estudantes do Projete desenvolveram ideias capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas

Imagine o que 145 jovens conseguem fazer em uma tarde de sábado em Ribeirão Preto. Entre os programas que saltam na mente estão, sair com amigos, ir ao cinema ou ao parque, passear pelo shopping ou propor soluções para melhorar a qualidade de vida da sociedade. Este foi o caso dos alunos do Projete, que participaram, no dia 11 de agosto, do “Mini Hackaton – o desafio do APP”, que apresentou aos jovens as profissões que são tendência no mercado.

Segundo Daniela Ferreira, uma das organizadoras do desafio, o intuito da ação foi desenvolver as habilidades desses adolescentes na área de empreendedorismo social. “A ideia é que eles tenham um olhar capaz de identificar os problemas dos lugares onde vivem e estudam e, a partir disso, consigam propor soluções”, explica Daniela.

Daniela Ferreira, Jonas Mariano, Juliana Peres, André Santana: idealizadores e professores comemoram o sucesso da iniciativa

Entre as ideias que surgiram durante a ação, os projetos estavam focados nas necessidades de pessoas com deficiência, em otimizar o atendimento médico ou em ajudar jovens a lidar com a depressão e com a saúde emocional na hora de prestar o vestibular. Além disso, foram apresentadas soluções energéticas e ambientais.

Este foi o objetivo do trabalho desenvolvido pelo grupo de Julia Navarro, de 16 anos. A estudante e os colegas tiveram a ideia de projetar um aplicativo para celular que ajudasse as pessoas a reciclar o lixo. “Na nossa cidade, este assunto é um grande problema. Geralmente, as pessoas não sabem o que fazer com os descartes, como separar os itens recicláveis e dar a destinação correta a cada um deles. Nossa ideia é criar um APP que forneça dicas de reutilização e ensine as pessoas a descartar o lixo orgânico. O aplicativo também teria um chat para que os usuários possam interagir com pessoas que trabalham com a coleta de recicláveis. Dessa forma, poderiam acertar a destinação diretamente com esses agentes. Diria que é tipo um Uber, só que ambiental”, resume Julia, que afirma que o grupo já tem até o nome para a plataforma: ReciclaApp.

“O aplicativo também teria um chat que permite a interação entre usuários e agentes de coleta”, destaca Julia

Quem também traz uma proposta direcionada à preservação do meio ambiente é o grupo de Edson Felipe de Matos, de 18 anos. Os estudantes desenvolveram um projeto para ajudar os serviços essenciais, como escolas e hospitais, a substituírem suas fontes de energia elétrica por fontes mais limpas, como a solar e a eólica. “Por um preço fixo, propomos que esses locais façam um pouco mais de economia e ajudem o meio ambiente”, conta o rapaz. Segundo Felipe, o aplicativo idealizado pelo grupo pode ajudar as pessoas a economizarem energia no dia a dia. “Para isso, o APP mostrará quanto gastamos por dia e os equipamentos que não precisam ficar ligados”, complementa.

Outra organizadora do evento, Juliana Peres, ressalta que o projeto tem a intenção de gerar nos jovens o desejo de buscar soluções para a sociedade. “Eles colocaram o Uber na cabeça, o que facilitou muito para criarem algo para sociedade e jogar isso em um aplicativo para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, aponta Juliana. “Tudo isso, no entanto, é teoria. Pode ser que algumas ideias se materializem no futuro ou que um possível empreendedor surja entre esses jovens”, conclui a organizadora.

O grupo desenvolveu um App para facilitar a separação e a destinação correta do lixo

O Projeto Socioeducativo Projete é uma aliança empresarial que qualifica jovens entre 15 e 18 anos, alunos do ensino médio de escolas públicas, a seguir o caminho em busca de um futuro melhor com o objetivo de transmitir conceitos sobre empregabilidade, educação financeira e empreendedorismo, contribuindo para o desenvolvimento profissional e de cidadania. É fruto das parcerias entre as empresas PwC, Grupo Maubisa, Alliage, Santa Emília Caminhões, Ourofino, Grupo Lago-San, Supera, Escola SEB, RP Capital, Laure, Volpon e Defina, URBEN, ValorUp, Happening, Digitalnet, Consinco e Riberball, com a iniciativa United Way Brasil (UWB). O local foi gentilmente cedido pelo Instituto SEB – NAU.

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