Sorgo sacarino

Sorgo sacarino

Rico em açucares e fibras, esta matéria-prima já é testada em usinas como um complemento à produção de cana na entressafra

Cultivado no Brasil na década de 80, por ocasião do programa PróAlcool, o sorgo sacarino tem um ciclo de produção variável entre 100 e 130 dias, de acordo com os diferentes híbridos disponíveis. As primeiras variedades do vegetal começaram a ser produzidas no país, na década de 1970, por iniciativa dos pesquisadores da Embrapa que, hoje, estimam que o sorgo pode ter a área de plantio quintuplicada nesta safra para até 100 mil hectares plantados. A cultura foi incluída no Plano Agrícola e Pecuário 2012/13 do Governo Federal, para o custeio de até 100 mil hectares, com a aplicação de R$ 270 milhões.
Entre as variedades que se adaptaram bem à região Norte de São Paulo estão os híbridos CV198, CV007, CV568 e CV147, da Monsanto/CanaVialis. De acordo com Pelerson Schiavuzzo, representante técnico de vendas da empresa, o sorgo sacarino apresenta acúmulo de açúcares nos colmos que podem ser utilizados para produção de etanol nas usinas. Além disso, o vegetal possui altos teores de fibra (13% a 20%), que favorecem o uso do bagaço para a cogeração de energia elétrica.

Pelerson explica que apenas o plantio e a condução da lavoura são diferentes do manejo da cana. O sorgo utiliza as mesmas estruturas de colheita, carregamento, transporte e processamento da cana. “Atualmente, uma nova tecnologia introduz enzimas durante o processamento, permitindo o aumento da produção de etanol”, apontou o técnico.

A técnica já foi desenvolvida de forma positiva em São Paulo por algumas usinas, como a Malosso, de Itápolis. De acordo com informações do gerente agrícola, Carlomberto Alves do Nascimento, a empresa pretende plantar cerca de 300 hectares da gramínea na safra 2012/2013. Na safra, passada a unidade plantou 600 hectares da cultura com boa produtividade.

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