Tambaú: cerâmica e fé

Tambaú: cerâmica e fé

Terra de Padre Donizetti, conhecido por seus milagres, e de Joelmir Betting, jornalista que deixou sua marca no cenário nacional, a cidade é movida à produção cerâmica e à religiosidade

Região de caça e pesca indígena, as margens arenosas do rio Tambaú abrigaram o povo Tupi antes de se tornar povoado e, mais tarde, cidade, impulsionada pelo crescimento da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. 
Fundada em 27 de julho de 1886 e emancipada 12 anos depois, Tambaú se desenvolveu economicamente, no início, graças à cana-de-açúcar e ao café. Menos de 10 anos foram necessários para que as olarias da cidade ganhassem  fama, pela qualidade da cerâmica produzida, e fossem se tornando o principal negócio do município, que, hoje, é o maior fabricante de telhas e polo cerâmico nacional.

A Casa Paroquial, onde vivia Padre Donizetti, foi transformada em museuEntre seus moradores mais ilustres está o Padre Donizetti Tavares de Lima, reconhecido pelos milagres praticados enquanto era pároco da cidade. Nascido em Santa Rita de Cássia, em Minas Gerais, passou os últimos 35 anos de vida em Tambaú. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, era amigo das crianças e dos pobres. 

Nascido no município, o jornalista e sociólogo Joelmir Beting foi um dos coroinhas do Padre Donizetti e contava que o padre teria sido o responsável por curá-lo da gagueira. Em um jantar na Casa Paroquial, após pegar em sua mão e rezar em voz alta um Pai Nosso, o problema acabou.

O padre faleceu em junho de 1966, mas sua fama ainda atrai romeiros do país todo à Casa Paroquial onde vivia. Por isso, a cidade é um dos pontos do Caminho da Fé, composto por várias cidades paulistas, que acolhem e levam romeiros à Aparecida do Norte. 

O santuário de Nossa Senhora Aparecida recebe romeiros de todo o Brasil

Compartilhar: