Tecnologia da multiplicação
Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Ribeirão Preto, investe em biotecnologia, por meio de sua biofábrica

Depois do sistema de mudas pré-brotadas (MPB) de cana, o Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Ribeirão Preto, investe em biotecnologia, por meio de sua biofábrica. A unidade, que deve ser inaugurada em breve, recebeu cerca de R$ 700 mil do Governo do Estado para a conclusão das obras. A biofábrica terá capacidade para produzir cerca de quatro milhões de mudas de cana por ano, viabilizadas por um método de clonagem ou de multiplicação de novas células in vitro..jpg)
.jpg)
.jpg)
Mauro Alexandre Xavier, pesquisador do IAC, explica que isto é feito por meio do meristema, tecido que origina as células das plantas, o que permite a produção de mudas sadias, isentas de doenças ou vírus, em larga escala. Já o MPB, que está em plena expansão, pode reduzir o volume de utilização de mudas de 18 para duas toneladas por hectare na hora do plantio. Trata-se de uma tecnologia de multiplicação que associa elevado padrão de fitossanidade, vigor e uniformidade das mudas..jpg)
Com a nova tecnologia, o produtor aumenta a eficiência na implantação de viveiros, replantio de áreas comerciais, renovação e expansão de áreas de cana. A técnica consiste no uso dos colmos como sementes, produzidos a partir de cortes chamados minirrebolos (onde estão as gemas). Depois da seleção visual, são tratados com fungicida, colocados em caixas de brotação e, posteriormente, em tubetes que passam por duas fases de aclimatação. O ciclo completo leva 60 dias.