TJ mantém prisão de Guilherme

TJ mantém prisão de Guilherme

Preso desde o último dia 10, suspeito da morte de garoto teve pedido de habeas corpus negado; advogado deve recorrer

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) indeferiu na tarde desta sexta-feira, dia 29, o pedido de habeas corpus feito pelo advogado de Guilherme Longo, padrasto e principal suspeito do desaparecimento e morte do menino Joaquim Ponte Marques, de três anos. O advogado Antônio Carlos Oliveira ainda estuda se irá recorrer da decisão do Tribunal.

Ele está preso desde o último dia 10 de novembro, quando o corpo do garoto foi encontrado no rio Pardo, no município de Barretos. A prisão temporária dele e da mãe de Joaquim, Natália Ponte, tem prazo de 30 dias. Esta foi a segunda negativa da Justiça em libertar o padrasto. Em primeira instância, o pedido também foi negado.

A previsão é que o casal fique preso agora pelo menos até o próximo dia 10. Mas a polícia pode pedir a prorrogação da prisão e dilação do prazo para conclusão do inquérito que investiga o crime, muito embora o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pelo caso, afirme que conclui o trabalho na próxima semana.

Depoimentos e gravação

Na tarde de quinta-feira e na manhã desta sexta-feira, o delegado Martins de Castro tomou o depoimento de quatro policiais militares e de dois homens do Corpo de Bombeiros. Dois dos policiais foram os que atenderam a ocorrência (até então de desaparecimento) na casa de Guilherme e Natália.

Já os bombeiros foram os primeiros a realizar buscas no córrego Tanquinho, onde o corpo do menino pode ter sido jogado. Eles relataram que em função das chuvas o córrego estava com bastante água, o que pode ter contribuído para que o corpo fosse levado ao rio Pardo.

Além de atender à ocorrência, os PMs gravaram na casa do casal um áudio de cerca de seis minutos que foi entregue ao delegado. Segundo o soldado Ricardo Boutelet, a iniciativa de fazer a gravação foi do sargento João Augusto Brandão, porque Guilherme aparentava estar muito nervoso.

A gravação só foi feita depois de cerca de meia hora que os policiais chegaram à residência. “O sargento colocou o gravador sob o edredon do casal e nós deixamos os dois conversando no quarto”, disse o soldado. Ele não revelou o conteúdo do áudio, mas disse que a intenção era tentar descobrir onde Joaquim estava

“A gravação tem informações muito importantes, mas não sei se pode ser utilizada como prova”, disse, afirmando que a versão de Guilherme, na conversa com Natália é a que ele mantém em depoimentos, de possível sequestro de Joaquim.

Revide Online
Texto: Guto Silveira
Fotos: Arquivo Revide

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