Trapézio

Trapézio

Durante a aula de circo, o aluno pode experimentar todas as modalidades e descobrir novas habilidades

Mesmo quem não gosta de encarar a rotina da academia deve encontrar uma alternativa para manter os exercícios em dia. Entre diversas possibilidades, as atividades circenses têm atraído muitos curiosos. Kátia Kaori Otaguiri é um exemplo disso. Ao conhecer a Cidade do Circo, em Ribeirão Preto, a farmacêutica resolveu experimentar a maneira diferente de se exercitar. “Depois da primeira aula, nunca mais parei. O circo tem um clima gostoso, com uma turma descontraída e relaxante. Além disso, posso praticar atividade física de uma maneira prazerosa”, declara a farmacêutica e mestranda da USP, que faz aulas três vezes por semana e adora o trapézio.

Em pouco mais de um ano, Kátia percebeu uma melhora significativa do condicionamento físico. O abdômen definido também demonstra os bons resultados das aulas circenses. De acordo com a farmacêutica, o trapézio exige muita força, mas não é impossível como parece. “Dá a impressão de que nunca conseguiremos fazer as manobras propostas pelos professores, mas em seis meses já era capaz de executar diversos movimentos”, explica.

Como funciona?
Tudo começa com um aquecimento especial, voltado principalmente para membros inferiores, superiores e abdômen, as partes do corpo mais exigidas. As aulas têm duração de duas horas. Depois, é a vez do alongamento e, por fim, de praticar as técnicas. As aulas no picadeiro requerem muita força, equilíbrio e consciência corporal.

A atividade
Durante a aula de circo, o aluno pode experimentar todas as modalidades e descobrir novas habilidades. O trapézio pode ser praticado por qualquer pessoa com 12 anos ou mais. “É um exercício completo, que ajuda a queimar muitas calorias e a fortalecer o corpo. O mais interessante é que os alunos descobrem músculos que nunca usaram antes”, complementa o artista circense Ronaldo da Silva de Jesus, mais conhecido como Dola Baruk. Segundo ele, muita gente procura as aulas de circo por se tratar de uma atividade descontraída e diferente. O tempo para conseguir realizar com êxito cada movimento varia de pessoa para pessoa, mas, de acordo com Dola, não é impossível para ninguém. “Temos uma aluna de 50 anos que, em pouco tempo, conseguiu executar diversas manobras no trapézio. Ela é exemplo para muitos alunos da Cidade do Circo”, exemplifica Dola.

Sensação de liberdade
Quando Sante Caroni se matriculou nas aulas de picadeiro, tinha um interesse maior em aprender técnicas de solo. Mas foi no trapézio que descobriu a paixão. “É um exercício completo e traz uma sensação de liberdade muito intensa. Quando estou lá em cima, esqueço de tudo”, garante o técnico de laboratório, que no início encontrou dificuldades para realizar os voos, que exigem muita força abdominal.

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