Tratamento diferente

Tratamento diferente

O alto custo de medicamentos farmacêuticos sintéticos tem levado cada vez mais pacientes a procurar remédios produzidos através das plantas, os fitoterápicos

Antigamente, costumava-se plantar no fundo do quintal para fazer  chás que curavam qualquer tipo de doenças, hoje as plantas medicinais são cultivadas em estufas e passam por procedimentos diferenciados para que os fornecedores possam distribuí-las através de cápsulas, óleos, extratos glicólicos, tinturas, chás e outras formas. Esse tipo de tratamento ganhou nome cientifico, fitoterapia, e junto com outros métodos naturais como acupuntura e a homeopatia, vêm ganhando espaço  entre a população. A fitoterapia consiste em um método de tratamento com plantas medicinais que visa estimular as defesas naturais do organismo.

O aposentado Eduardo Rampin, conta que na sua infância seus pais cultivavam plantas onde moravam e desde então guardou os ensinamentos e deu continuidade ao tratamento através de plantas medicinais. “Meu pai sempre ensinava e depois acabei comprando uns livros sobre o assunto, fui usando e vi que me fazia bem, hoje tenho várias plantas em casa”, relata.

De origem indígena, a fitoterapia se relaciona a todo medicamento preparado com plantas. Esse tipo de tratamento teve inicio no Brasil no século XX por meio de estudos realizados por médicos, farmacêuticos e laboratórios. As plantas foram usadas para tratar diferentes doenças, devido à riqueza da flora e o conhecimento popular passado de gerações em gerações. 

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 71 plantas são usadas no país para fins fitoterápicos :  babosa, camomila, arnica, alecrim, quebra-pedra são as mais procuradas e usadas para diferentes casos.
Para o especialista em plantas medicinais Ademar Menezes Junior, o uso do tratamento fitoterápico possui  inúmeras vantagens se usado corretamente e com acompanhamento de um especialista. “Podemos afirmar que os fitoterápicos são tão ou mais eficazes que os medicamentos alopáticos, não agridem o nosso organismo e o tratamento, dependendo da forma como for realizado, pode curar uma infinidade de doenças”, explica o especialista.

O  pedagogo Manu Ashur conheceu o tratamento com plantas medicinais há cerca de 40 anos, para tratar uma doença causada pela bebida quando criança e após o tratamento continuou fazendo uso dos fitoterápicos. “Faço uso desde meus 3 anos, quando criança ingeri bebida alcoólica em grande quantidade e entrei em coma, quando sai do hospital fui atendido por uma pessoa que conhecia bem o tratamento a base de plantas e ervas. Devido ao coma alcoólico, tive vários problemas de estômago e foi através das plantas que durante anos fui recuperando a harmonia dos órgãos afetados”, conta.

Uma das vantagens da fitoterapia é a possibilidade de se utilizar uma única erva para tratar diferentes males, como o Guaco  onde às folhas podem ser usadas como expectorante,  para  bronquite, purificar o sangue e despertar o apetite. “A maioria das plantas que eu tenho aqui, eu uso para várias coisas, por exemplo, o alecrim para dores reumáticas, dor no peito, o balsamo que você tira as folhas que sai um liquido e é usado para cicatrizar, secar feridas, a erva Santa Maria usada para pancada,  quando você torce o pé,  é só misturar com sal e vinagre enfaixar e chega a desinflamar tudo”, explica Eduardo.

 O conhecimento da planta e da quantidade necessária para cada pessoa, segundo a sua enfermidade, é fundamental, destaca Ademar Menezes. “Todas as doenças podem ser tratadas com fitoterápicos, de uma forma direta ou indireta, como um tratamento complementar. Quanto mais ferramentas tivermos na mão, mais fácil será a nossa possibilidade de melhora e cura”.

A fitoterapia não exige um médico com formação acadêmica para o acompanhamento, um clínico geral pode dar encaminhamento para o tratamento com as plantas medicinais caso o paciente esteja de acordo. Por isso, o cuidado com o uso das plantas deve ser redobrado, pois  da mesma forma que existem plantas usadas para auxiliar o tratamento há outras que prejudicam como por exemplo a “bela dona” e o “algodoeiro” que causam aborto e se usadas em excesso podem causar convulsões.

O especialista explica que é necessário atenção com qualquer tipo de medicamento, sendo ele fitoterápico ou alopático. “As plantas tóxicas como comigo-ninguém-pode, coroa-de-cristo, espirradeira e algodoeira não são autorizadas para o uso medicinal. Com acompanhamento de um especialista o risco é pequeno. Temos que ter noção de como utilizá-las, mas em determinadas situações temos que ter cuidado, principalmente quando se trata de mulheres grávidas” diz Ademar.

Manu Ashur nunca teve problemas com as plantas medicinais, atualmente é acompanhado por uma médica alopática e um especialista em fitoterapia. “No ano passado tive calculo renal, fui medicado com antibióticos e em paralelo fui em busca da fitoterapia, Em dois dias com um complemento de chás notei as melhoras.  Faço acompanhamento com uma médica alopática e fitoterapia, na certeza do conhecimento da médica dos fitoterápicos usados”, explica.

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem realizado pesquisas para desenvolver o tratamento fitoterápico em países em desenvolvimento. No Brasil, o projeto visa incluir o uso das plantas medicinais na saúde pública, por causa do baixo custo e o fácil acesso ás plantas que podem ser cultivadas em casa.“O custo é muito mais baixo e seria mais uma alternativa para a agricultura familiar - a produção de plantas medicinais. Na minha opinião, estimular a fitoterapia é uma questão de segurança nacional”, afirma Ademar.

- Dica de tratamento para limpar impurezas do sangue:

A cura de limão
O limão é uma fruta cítrica de grande valor terapêutico. Embora exista uma grande variedade de espécies, todas são medicinais. Quando tomado em grande quantidade, e com método, o suco de limão combate diversas enfermidades. A Cura de Limão consiste em ingerir o suco diariamente, aumentando-se a quantidade todos os dias até o ponto máximo, e regredindo-se em seguida à quantidade inicial. Para que o suco se torne mais agradável ao paladar, pode-se diluí-lo em água, aconselha-se que o tratamento seja realizado uma vez a cada dois meses. No decorrer do tratamento, o limão pode provocar o surgimento de urticárias pelo corpo – isto significa que o limão está purificando o organismo e expulsando as impurezas do sangue.

 DIAS OPÇÃO
 1° dia 1 limão
 2° dia 2 limões
 3° dia 3 limões
 4° dia 4 limões
 5° dia 5 limões
 6° dia 6 limões
 7° dia 7 limões
 8° dia  8 limões
 9° dia  9 limões
10° dia10 limões
11° dia  9 limões
12° dia 8 limões
13° dia 7 limões
14° dia 6 limões
15° dia 5 limões
16° dia 4 limões
17° dia 3limões
18° dia 2 limões
19° dia 1  limão   

Fonte: Medicina Alternativa de A a Z – Carlos Nascimento Spethmann

Revide On-line
Texto: Pâmela Silva
Fotos: Renan Tobace e Ademar Menezes Junior

*matéria publicada em 03/03/2011


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