Um ato pela vida

Um ato pela vida

Entre 2002 e 2005, o SUS pagou por 12.352 transplantes de órgãos e de tecidos no Estado, representando mais de 40% dos transplantes realizados no país

A quantidade de doadores de órgãos no Estado de São Paulo tem aumentado de maneira significativa com o passar dos anos. Somente entre os anos de 2002 e 2005, o SUS pagou por 12.352 transplantes de órgãos e de tecidos no Estado, representando mais de 40% dos transplantes realizados no Brasil, o que torna São Paulo uma referência para as demais regiões.

Em 1986, na cidade de Ribeirão Preto, foi constituído o SPIT (São Paulo Interior Transplante), que foi um dos primeiros sistemas do Brasil a serem criados para cuidar da procura e alocação de órgãos. 

Para o atual coordenador do SPIT,  também docente da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (USP-RP) e responsável pela urologia nos transplantes, Dr Silvio Tucci Junior, apesar do crescimento no número de doadores, ainda não há o que comemorar, pois a quantidade de pessoas em listas de espera de doação de órgãos ainda é superior. Só a lista de espera por transplante de medula óssea ultrapassa mil pessoas. 

O Dr Jeová Nina Rocha, também professor e coordenador da Organização de Procura de Órgãos (OPO), explica que o doador ideal é uma pessoa sadia, entre 15 e 45 anos, sem nenhuma patologia. “Mas é muito difícil encontrar doadores desse porte, então pessoas de 2 a 65 anos já são consideradas bons doadores".

Precisam apenas ter um órgão bom e não possuir nenhuma doença que possa ser transmitida por transplante”, explica o médico. Para se tornar um doador de órgão é preciso comunicar a família. Assim, logo após a morte encefálica, a família assina um documento autorizando a doação. “Caso a pessoa seja contra a doação, a família também deve ser comunicada, já que a realização do transplante depende dessa autorização”, afirma Jeová. Os órgãos que podem ser doados são: córneas, coração, pulmão, rins, fígado, pâncreas, pele, medula óssea e também os ossos.

É possível fazer doações em vida, mas o médico deve analisar o histórico de doenças do indivíduo e, obrigatoriamente, precisa existir a compatibilidade sanguínea. Os doadores vivos doam órgãos duplos como o rim, uma parte do fígado, pâncreas, medula óssea e pulmão, desde que a doação não comprometa a saúde e aptidões vitais do doador. As centrais de transplantes controlam o destino de todos os órgãos doados e retirados no país. 

Revide On-Line (Colaborador: Gabriela Castilho)

*Matéria publicada em 14/01/2011

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