Um bom começo
Encontro entre representantes da cultura de Ribeirão Preto e o novo secretário da pasta, Alessandro Maraca, tem saldo positivo
Na primeira reunião entre o novo secretário de cultura, Alessandro Maraca, e os grupos representativos da área de Ribeirão Preto, o que prevaleceu foi a disposição ao diálogo, prerrogativa que o novo titular da pasta promete manter em sua gestão na Secretaria. O encontro aconteceu no dia 17 de janeiro, às 19h, no Ponto de Cultura Casa das Artes. O Movimento Cultural de Ribeirão Preto mostrou união e encontrou um representante bem informado e disposto a ouvir.
Para os representantes da área, a finalidade do encontro era dar boas-vindas ao secretário e apresentar a cena cultural de Ribeirão Preto. A expectativa é que Maraca encaminhe o Plano Municipal de Cultura, revisado na 3º Conferência Municipal de Cultura, a esferas do Executivo e à Câmara Municipal. Uma das ações mais significativas referendadas pelo documento é a transformação do Programa de Incentivo Cultural (PIC) em lei complementar ao Plano Municipal de Cultura. “Com a votação, daremos um passo importante, pois o programa se torna lei complementar e teremos uma ferramenta para cobrar as ações. Uma série de avanços avaliada junto à ex-secretária Adriana Silva está no Plano”, ressalta Luciana Rodrigues, coordenadora geral do Pontão de Cultura Sibipiruna.
Segundo José Antônio Corrêa Lages, membro do Conselho Municipal da Cultura de Ribeirão Preto, o secretário deixou impressões positivas. Lages afirma que a reunião evidenciou entraves remanescentes da gestão anterior, relacionados, principalmente, à estrutura política. “Os problemas que tivemos foram muito mais ligados à Casa Civil, com a prefeita. Mas acho que o secretário está interessado em resolvê-los, aplainar o terreno e ter uma boa relação com todos”, destaca. Conforme Ivo Rinhel D’Acol, produtor executivo da Cia Minaz, o ponto fundamental a ser trabalhado por Maraca é o investimento na formação dos grupos culturais. “A cultura foi considerada pelo ‘Times’ a melhor e maior distribuição de renda do mundo. Não podemos perder esse benefício”, enfatiza.
Mara Cabral, diretora do Teatro Municipal, tem grande expectativa em relação ao novo secretário. “Espero que a verba arrecadada no Teatro seja destinada a ele. O edital de uso exclusivo e de prioridade para grupos locais reduziu a arrecadação. As necessidades físicas e estruturais, que não foram atendidas em 20 anos, não conseguem ser supridas unicamente com essa fonte de renda”, argumenta o diretor. Sua esperança é que Maraca crie uma fundação para gerir o Teatro Municipal e o converta em um polo de política pública capaz de investir na cultura.
Maraca saiu otimista do encontro que, segundo ele, foi positivo e esclarecedor em relação às dificuldades que os grupos enfrentam no dia a dia. “As queixas e propostas estão dentro do que penso sobre cultura. Minha intenção é dar continuidade ao trabalho que foi feito, mas trazer uma nova contribuição, no sentido de abrir o diálogo e descentralizar a cultura”, conclui.
Assista também o vídeo desta matéria:
Texto: Carla Mimessi
Fotos: Ibraim Leão
Vídeo: Yara Racy