Um dia para celebrar e refletir
* Dr. Gustavo Ribeiro de Oliveira
Comemoramos em 18 de outubro o Dia do Médico, data que homenageia este profissional de atuação fundamental na vida em sociedade por zelar e cuidar daquilo que temos de mais importante: nossa saúde. A celebração do Dia do Médico também nos leva a refletir sobre como essa secular profissão é exercida atualmente e de que maneira o mercado oferece condições para o pleno desenvolvimento da Medicina.
Vivemos num mundo em rápida transformação e competição, no qual o médico é constantemente desafiado a se atualizar, buscar conhecimento e agregar tecnologia e inovação ao seu dia a dia de consultas, diagnósticos, tratamentos e cirurgias. No nosso entendimento, o sistema cooperativista se mostra o mais adequado para que o médico tenha sucesso e satisfação pessoal no exercício de sua honrosa atividade.
Lembramos que o cooperativismo é um modelo de negócios que existe há mais de 170 anos e que, hoje, responde por cerca de 250 milhões de empregos espalhados pelo mundo. Cresceu porque busca, essencialmente, transformar o mundo num lugar melhor com progresso econômico e social, sustentabilidade e empatia. Como princípios, tem a adesão voluntária e livre, a gestão democrática e, ao não visar ao lucro, permite ao cooperado receber proporcionalmente a seu trabalho.
Há outras características vantajosas no sistema, como intercooperação, educação, formação e o interesse legítimo pela comunidade, bem como autonomia e independência de atuação. Não por acaso, a Unimed, criada em 1967, evoluiu para o maior sistema cooperativo de trabalho médico do planeta. Os números impressionam: 346 cooperativas, 115 mil médicos atuando, 20 milhões de beneficiários, 2.700 hospitais credenciados e 113 próprios, totalizando 95 mil empregos diretos.

Sua cobertura atinge cerca de 4.700 municípios no Brasil atendendo 38% dos beneficiários de planos de saúde privados do país. Somente em Ribeirão Preto, onde a Unimed foi fundada em 1971, possuímos 967 médicos cooperados e um moderno hospital inaugurado há dois anos. Isso mostra que estamos no caminho certo, promovendo uma saúde de primeiro mundo e proporcionando a nossos associados um modelo de trabalho digno, que privilegia a qualidade e a meritocracia.
Atualmente, vivemos um movimento no mercado de saúde com fusões e a entrada do capital estrangeiro. Nesse contexto, vale reforçar que o sistema cooperativista continua sendo a principal forma de trabalho para o médico, segundo a qual ele ainda é o “dono do próprio trabalho”, e não um empregado.
Assim, nesse dia 18 de outubro, parabenizo todos os médicos pela relevância da data, mas também saúdo o cooperativismo médico pela digna contribuição proporcionada à evolução do atendimento em saúde em todo o Brasil.