Um trabalho de continuidade

Um trabalho de continuidade

A partir desta edição, a Revide traz entrevistas com os candidatos à Prefeitura de Ribeirão Preto. Dárcy Vera é a primeira entrevistada

Quais são os principais problemas que Ribeirão Preto ainda tem a enfrentar?
Ribeirão tem questões mais imediatas a serem resolvidas e que estão em nosso Plano de Governo, como zerar a demanda de creches para crianças de cinco meses a três anos, o que vamos fazer em dois anos, a construção das UPAs da Vila Virgínia e do Quintino, assim como a transformação da unidade da Cuiabá em UPA 24 horas. Essas são necessidades da cidade que já planejamos e vamos fazer.

Como tornar a verba destinada à saúde pública mais eficiente?
A verba destinada à Saúde é eficiente. Reformamos e ampliamos 12 postos de saúde, construímos a UPA, conquistamos o Hospital Santa Lydia, colocamos aparelhos de raio-X nas UBDSs. A Saúde é uma área que precisa de investimento  sempre e vamos continuar trabalhando para que o atendimento seja sempre melhor.

A gestão desta pasta pode ser melhorada? Como?
Nós investimos cerca de R$ 350 na atenção básica, enquanto o Governo Federal investe R$ 18 e o Estado apenas R$ 1,50. Contratamos mais de 350 médicos, criamos o cargo de médico da Saúde da Família e aumentamos o Programa de Saúde da Família em mais de 20%, construímos farmácias, compramos ambulâncias. A gestão da pasta é eficiente e vamos continuar investindo na área.

A licitação do transporte coletivo já foi concluída com a definição das empresas ganhadoras. Como pretende melhorar a qualidade da prestação desse serviço?
A licitação do transporte público foi realizada depois de 27 anos. A frota terá mais ônibus, mais confortáveis, adaptados para portadores de necessidades especiais. Vamos criar mais linhas, aumentar os horários, criaremos dois terminais centrais, oito miniterminais nos bairros e uma estação na Praça XV. Mais abrigos para espera de ônibus serão construídos e teremos 48 quilômetros de corredores para os ônibus. Teremos também duas linhas circulares, tarifa gratuita, a volta dos cobradores, além da passagem gratuita para os 100 mil estudantes da rede pública de Ribeirão Preto.

De que forma planeja solucionar o problema de déficit de vagas nas creches municipais?
A solução para este problema histórico é a criação de novas escolas, com a construção de quatro unidades municipais de Educação Infantil a partir de 2013 e a re-estruturação das unidades existentes, otimizando o número de atendimentos.

No seu governo, a Educação Infantil será um foco de atenção prioritário?
Já é uma prioridade. Nosso maior objetivo é zerar a demanda por vagas em creches, assim como já fizemos com a pré-escola, e continuar investindo no aprimoramento dos projetos pedagógicos e de capacitação dos profissionais da Educação.

A infraestrutura das escolas municipais é precária. Como modificar esse cenário?
Não é verdade. A estrutura das escolas municipais, que passaram por reformas, é boa, moderna, segura e acessível para todos os alunos. Afirmar que a infraestrutura das escolas é precária demonstra total desconhecimento da realidade da rede municipal de ensino. Convidamos para uma visita a uma de nossas unidades para comprovar a qualidade da estrutura das escolas municipais.

Que projetos visam a melhoria da qualidade do Ensino Fundamental?
 A qualidade do Ensino Fundamental vem melhorando ano após ano, como comprova o resultado do último IDEB, quando a rede municipal passou de 4.8, em 2009, para 6.1, em 2011. Continuaremos investindo na formação continuada dos professores, assim como fizemos nos últimos três anos e meio; vamos ampliar e aprimorar a utilização da tecnologia como recurso pedagógico; pretendemos incrementar os projetos interdisciplinares, principalmente aqueles que envolvem questões relacionadas ao Meio Ambiente, à Família e aos Valores Humanos, atuais pilares da rede municipal de ensino.

Em relação à Habitação, quais são os problemas mais emergenciais?
A cidade tem demanda de habitação conhecida, levantada e analisada, não é emergencial. Sabemos quais são os núcleos de favelas existentes, as famílias em áreas de risco e construímos mais de 3.600 casas e já protocolamos o pedido para mais 18 mil no programa Minha Casa Minha Vida.  Tudo continuará sendo realizado com a maior transparência, como sempre foi.

Quais as suas propostas para ocupar os vazios urbanos de forma ordenada e sustentável?
Os vazios urbanos municipais são todos destinados à áreas verdes e praças, que temos investido para que sejam mais arborizadas e frequentadas pela população.

Como alinhar as necessidades habitacionais à infraestrutura?
Todas as necessidades habitacionais têm um impacto e esse impacto é medido e enfrentado de acordo com o crescimento da cidade, seguindo a Lei de Uso e Ocupação do Solo e a legislação afim.

Quais as suas propostas para ampliar as áreas verdes da cidade?
As áreas verdes públicas são expandidas de acordo com a Lei Federal. Trabalhamos para ampliar a arborização das áreas porque apenas ter o espaço não é suficiente. Revitalizamos as praças, como no Jardim Presidente Médici, no Tanquinho, e intensificamos o plantio de árvores.  O censo arbóreo  serviu como base para orientar o plantio das árvores e já teremos uma agenda de programação para continuarmos realizando o projeto e intervenção no ambiente urbano.

Dos atuais projetos em andamento, o que merece ser continuado?
 Todos os projetos são importantes e precisam ser continuados. As obras contra as enchentes precisam ser finalizadas, as Academias ao Ar Livre, que ajudam na prevenção de doenças e melhoram a qualidade de vida da população, a implantação de ciclovias, o Distrito Empresarial, também precisam ser concluídos, assim como a expansão do aeroporto.

Nos últimos três anos, as despesas da Prefeitura foram maiores que a arrecadação. Como pretende equilibrar o orçamento e ainda conseguir recursos para novos investimentos?
Nos últimos três anos, pagamos cerca de R$ 120 milhões de um acordo trabalhista, feito pelo governo passado, que teve um grande impacto nas nossas contas, o total deste montante é hoje cerca de R$ 400 milhões. Estamos pagando também a confissão de dívida feita pela COHAB, deixada também pelo governo anterior. Mais do que isso, investimos no crescimento da cidade e já começamos a colher esses investimentos. Conseguimos, nos últimos três anos, a abertura de mais de 25 mil empresas, e com isso, o aumento na arrecadação e vamos continuar investindo para o crescimento de Ribeirão.

Na sua avaliação, qual a área social do município que está em pior situação e o que fará para reverter esse quadro?
 Vamos trabalhar para continuar atendendo as demandas da cidade nas questões habitacionais e continuarmos com o programa de desfavelamento. A saúde é uma área que sempre necessita de investimento, assim como a educação, que precisa atender a demanda das crianças que nascem, crescem e vão para a escola. Acho que a situação de Ribeirão Preto, da forma como desenvolvemos o trabalho até agora, parece-me boa, diria confortável. Mas sempre é possível melhorarmos. E farei isso.

Terminou de ler? Agora assista o vídeo com a opinião da candidata sobre a questão do aeroporto Leite Lopes:

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