Velho dilema
A Rua Chile passou por reparos emergenciais no final de abril, após várias denúncias de moradores

Velho dilema

Após denúncias divulgadas pelo Patrulha Revide, Rua Chile, na região sul de Ribeirão Preto, recebe reformas, mas ainda gera reclamações de moradores

A Rua Chile, na zona sul de Ribeirão Preto, foi alvo de reclamações de moradores e motoristas, no início deste ano, que criticaram os riscos de acidentes que a via apresentava em razão da grande quantidade de buracos. 

Após denúncias divulgadas pelo Patrulha Revide em abril, a Prefeitura iniciou as obras na via. Cerca de dois meses depois da reforma, no entanto, alguns moradores ainda demonstram insatisfação com a situação da rua e o conserto diverge opiniões.
Para as empresárias Ângela e Talita Gomide, a reforma melhorou o acesso dos clientes à loja
Para Ângela Maria Vieira Gomide, de 53 anos, e Talita Dayane Gomide Besteti, de 33 anos, proprietárias de uma loja de roupas no endereço, a obra foi completa e melhorou bastante o tráfego próximo ao estabelecimento. As empresárias, que são mãe e filha, comentam que antes viam muitos carros sendo danificados pelos buracos e, eventualmente, havia até pneus espalhados na porta da loja. Para elas, a obra foi benéfica, melhorou a acessibilidade no local, garantiu maior segurança aos clientes e ainda melhorou o cenário da rua.
Seleni Kinchini afirma que as obras não foram suficientes para acabar com os riscos de acidente na rua
Já para Seleni Pedro Kinchini, de 56 anos, moradora da Rua Chile há quase três décadas, a reforma não foi suficiente para acabar com os riscos de acidentes. “Alguns buracos até foram tapados, mas a obra foi mal feita. A rua ficou toda remendada e ainda causa riscos”, relata a costureira, acrescentando que o local precisa de mais atenção.  
A empresária Maria Sbordoni comemora a intervenção na via, acreditando que os riscos de acidentes diminuíram
Do outro lado, Maria Borges Sbordoni, de 55 anos, moradora e proprietária de um Ateliê de costura na Rua Chile, comemora o recapeamento realizado. Ela conta que o veículo da própria filha já havia sido danificado quando estava estacionado na via, antes das obras. 
O aposentado Faiote Bittar diz que a Rua Chile ainda precisa de obras
O aposentado Faiote Bittar Neto, de 70 anos, que mora próximo a um dos cruzamentos mais movimentados da região, discorda de tantas vantagens. “Acho que aqui deve circular cerca de dois a três mil veículos por dia, ou seja, é uma via que requer muita atenção. Em minha opinião, deveria ter até limite de velocidade, porque os veículos passam com imprudência, não respeitam o semáforo e colocam a vida dos pedestres em risco”, declara.

OUTRO LADO
Sobre o planejamento de novas intervenções no endereço, a Secretaria Municipal de Obras Públicas informou que está programada uma vistoria para avaliar as condições da via e incluir o local nas demandas para futuras licitações de recape. Já em relação às placas de limite de velocidade, a Transerp informou que providenciará um levantamento das condições do trânsito no local e, se constatada a viabilidade, deverá adotar a medida mais adequada. 

Texto: Paula Viana || Fotos: Julio Sian e Luan Porto

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