Vendas sobem 1,45%

Vendas sobem 1,45%

Setores de Eletrodomésticos e Ótica continuam com os melhores desempenhos de vendas

As vendas do comércio de Ribeirão Preto registraram aumento de 1,45% em janeiro de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado. O percentual de empresas que consideraram o movimento melhor foi de 56,5%, contra 43,5% que declararam o contrário. A pesquisa Movimento do Comércio é realizada mensalmente, desde 1997, pelo Sincovarp - Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto.

De acordo com o levantamento, a maioria dos segmentos do comércio local apresentou crescimento nas vendas e apenas dois tiveram resultado negativo. O melhor desempenho foi o do setor de Eletrodomésticos (+6,90%), seguido pelo de Ótica (+5,04%), Tecidos/Enxoval (+4,88%), Livraria/Papelaria (+3,75%), Presentes (+2,12%), Calçados (+2,01%) e Cine/Foto (+0,50%). Os setores com variações negativas foram os de Móveis (-1,84%) e Vestuário (-5,83%).

O número de postos de trabalho no comércio apresentou uma pequena redução média de -0,35%, em janeiro. Entre as empresas entrevistadas, 95,7% disseram ter mantido os postos de trabalho no mês, enquanto 2,2% declararam que demitiram e 2,1% realizaram contratações. O único setor com movimentação negativa foi o de Vestuário (–3,70%). Dois setores contrataram: Calçados (+3,23%)  e Livraria/Papelaria (+1,41%).

Segundo Marcelo Bosi Rodrigues, economista do Sincovarp e responsável pela pesquisa, apesar do resultado positivo nas vendas, janeiro é um mês de pouco movimento para o varejo, quando tradicionalmente se paga muito e se fatura menos em comparação aos outros meses do ano. “Mesmo assim, esse resultado deve ser visto com otimismo, pois demonstra que o consumidor continua ávido a consumir. A expectativa para os próximos meses é de que as vendas se mantenham aquecidas e crescendo em relação ao ano anterior”, analisa.

Ainda de acordo com o economista, enquanto o cenário econômico permanece complicado lá fora, no Brasil, as altas do emprego e da renda indicam uma tendência mais positiva, porém, reforçam os grandes gargalos que surgem na economia: a falta de mão-de-obra e a exagerada carga tributária que se impõe sobre as empresas. “O mercado interno tende a crescer mais e mais, bom para o comércio, mas melhor seria poder comercializar produtos a preços mais competitivos”, conclui.

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