Viajar e estudar
Muitas vezes, a intenção dos jovens é realizar uma viagem cultural para vivenciar novas experiências em outros países
Mal começaram as aulas e muitos estudantes já estão de olho nas esperadas férias. Mas nem sempre o único objetivo do intervalo no período escolar é o descanso. Muitas vezes, a intenção dos jovens é realizar uma viagem cultural para vivenciar novas experiências em outros países.
É com esse espírito que Laíse de Andrade Campos começa 2012. Decidida, já marcou um intercâmbio para as férias de julho. A estudante escolheu o Canadá como destino. “Meu sonho sempre foi conhecer Toronto. Quando surgiu a oportunidade de passar um tempo lá, não pensei duas vezes”, declara. Laíse fechou a viagem com sete meses de antecedência. Assim, poderá providenciar passaporte e visto com mais tranquilidade, além de deixar os pais com mais tempo para pagar a viagem. O ideal é começar a organizar a viagem com, pelo menos, seis meses de antecedência. Se o destino não exigir o visto de entrada, o processo pode ser realizado em apenas um mês.
A educadora e fonoaudióloga com especialização em Intercâmbio, Isabella Benedini Ferreira, da Student World Brasil, explica que os programas de curta ou de longa duração proporcionam ao adolescente um crescimento pessoal e a aquisição de maior responsabilidade consigo mesmo. “Além disso, o jovem enriquece culturalmente, aprende a respeitar o próximo e as outras culturas, adquire experiência de vida em outro país e ainda pratica um idioma diferente”, enumera a profissional.
Com tantos benefícios, o mais difícil passa a ser a escolha do destino. Por isso, o consultor educacional do Australian Centre, Fernando Comar, mantém-se atento às preferências dos estudantes. “Analisamos o que ele gosta de fazer ou se ele gostaria de ter à disposição uma atividade especial no local onde ficará. Por exemplo, Gold Coast tem praia e Brisbane não, mas Brisbane é uma cidade que está crescendo bastante e tem melhores opções de escolas. Já Perth é uma cidade bem tranquila que proporciona total segurança aos pais, já que temos uma filial na cidade, responsável por toda assistência necessária ao estudante”, explica o profissional.
Henrique de Lacerda Chaves já passou por um intercâmbio e aprovou a experiência. O estudante ficou seis meses na Nova Zelândia e recomenda o investimento. “No começo foi bem difícil, pois fiquei muito sozinho. Mas depois que mudei de casa tudo ficou perfeito. Aprendi a ser responsável por mim mesmo e coloquei em prática meu inglês”, lembra Henrique, que teve o apoio dos pais, principalmente do seu pai, Carlos José, que incentivou a viagem por acreditar que essa experiência é essencial para o crescimento de qualquer pessoa, especialmente no quesito amadurecimento.
A adaptação pode ser acompanhada pelas empresas de intercâmbio. Os pais também devem manter contato direto com os filhos. Segundo Fernando, ficar hospedado na casa de uma família local pode tornar a adaptação bem mais fácil. “Assim, os jovens não precisam se preocupar com um lugar para dormir ou com o preparo das refeições. Esses cuidados básicos já estão inclusos nos valores. O foco do adolescente pode ser apenas a diversão e o estudo. As próprias escolas oferecem atividades todos os dias, incluindo os finais de semana e feriados”, finaliza Fernando.
Texto: Mariana Secaf
Fotos: Carolina Alves