Visita ao dentista

Visita ao dentista

Preocupados com a aparência, os adolescentes encaram a visita ao dentista como uma rotina

Texto: Mariana Secaf
Fotos: Carolina Alves

Ao contrário de gerações anteriores, os jovens não veem a ida ao dentista como um problema ou como sinônimo de dor. Extremamente preocupados com as aparências, os adolescentes transformam a visita ao odontologista em um hábito e ficam cada vez mais atentos ao trabalho preventivo.

A frequência das visitas a esse profissional é muito importante e, de acordo com a dentista Camila Cinto Arita, deve começar quando a criança ainda está na barriga da mãe. “A mãe deve procurar informações e acabar com os mitos dessa fase. Além disso, orientamos como cuidar da boca dos bebezinhos. A primeira visita da criança ao dentista deve acontecer aos cinco anos. Na adolescência, damos inicio às correções dentárias, como o uso de aparelhos”, complementa Camila.

Foi nessa ordem que a estudante Amanda Barizão da Silva, de 12 anos, passou a frequentar o consultório do dentista. “Acredito que o trabalho preventivo é muito importante para os jovens não sofrerem as consequências de uma má escovação, o que era muito comum antigamente”, explica Silva Helena da Silva, mãe da jovem. Hoje, Amanda deu início ao tratamento ortodôntico para melhorar as funções de seus dentes e, consequentemente, melhorar a aparência.

O mesmo aconteceu com Giovana Pringolato Carrer, de 13 anos, que teve o seu primeiro dente arrancado pela dentista. “Foi tudo com muito carinho, o que ajudou a minha filha a não ter uma relação traumática com esse profissional”, declara Patrícia Carrer, mãe da estudante. Para Camila, esse relacionamento é de extrema importância e ajuda a aumentar a conscientização dos pacientes quanto a importância dos cuidados com a boca.

De acordo com a dentista, hoje em dia não é comum a presença de cáries nos adolescentes por causa da presença de flúor nas águas e da grande variedade de cremes dentais. Entretanto, a falta de higienização é um problema sério e recorrente. “Muitos pais trazem os jovens com uma única preocupação: a cárie. As placas dentárias são superproblemáticas e acarretam consequências futuras muito sérias. Por isso, a higienização deve ser muito bem feita”, acrescenta a dentista.

Além disso, a profissional explica que a adolescência requer um trabalho tripolar — entre o paciente, o dentista e os pais. De acordo com Camila, nessa faixa etária, é necessário ficar no pé dos jovens, principalmente quanto à escovação. Usando aparelho fixo, Giovana assume que fica bem atenta em relação à limpeza. Mas sua mãe, Patrícia, também acompanha o tratamento.

As novas tecnologias e opções de tratamento facilitaram o atendimento e criaram a cultura de frequentar a cadeira do dentista sem medo. “Eu lembro como era traumático ir ao dentista. Fazíamos de tudo para escapar”, recorda Alberto de Miranda Junior, padrinho da adolescente Camila Danza e Silva, de 11 anos. Para Camila, ir ao odontologista não é algo que amedronta. “É muito bom ver o resultado depois de alguns meses”, complementa a adolescente.

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