Viver digital
Etapa nacional acontecerá em Lins de 19 a 21 de outubro
O mundo está conectado virtualmente e isso já está no DNA da sociedade moderna. Tanto é verdadeiro que as crianças da Geração Y parecem nascer sabendo o que são tablets, telefones celulares com touchscream e parecem sempre aprender os “macetes tecnologicos” com maior facilidade. A informática está em quase todos os lugares: no bolso, na casa, na TV e, agora, também na escola, usada a favor da Educação. É o que está fazendo a MSTech em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Preto. “A tecnologia deve ser encarada como ferramenta pedagógica para o professor na sala de aula” afirma o gerente de educação da MSTech, André Cola. Segundo o gerente, como a maioria dos professores não tiveram acesso a alguns tipos de tecnologias disponíves hoje, fica dificil para eles ensinar usando essas tecnologias, por isso, foi criado esse programa de suporte ao professor, pela prefeitura de Ribeirão Preto.
Prêmio Viver Digital
A premiação Viver Digital, realizada no último dia seis de setembro, teve como principal objetivo contemplar os melhores projetos inscritos na área digital. Ao todo foram 233 projetos inscritos, sendo 123 deles de professores da rede de ensino municipal de Ribeirão Preto. Segundo André Cola, o nivel dos projetos apresentados está numa crescente e tem melhorado bastante em relação à primeira edição do Prêmio. “Foi a primeira vez que os professores da educação infantil apresentaram as propostas, mas ainda assim, comparados a outros concursos e prêmios que existem no Brasil eles estão em patamar semelhante”, comemora.
Etapa nacional
A professora de educação infantil Sarah Roberta Alves Cangussú, que leciona para crianças com idade entre três e quatro anos, teve o seu projeto selecionado para a etapa nacional, que será realizada no resort Blue Tree Park, em Lins no período de 19 a 21 de outubro. “Ainda estamos na fase de aplicação desse projeto, mas já é uma vitória”, ressalta Sarah.
O projeto desenvolvido por ela trabalha com duas linguagens: a das artes plásticas e da tecnologia digital. “Acredito que juntas elas ofereçam uma nova oportunidade para a criança durante o aprendizado”, afirma.
Além de oferecer significado ao aprendizado das crianças, o projeto representa uma nova oportunidade dada aos alunos que estudam nas escolas da periferia da cidade. “As crianças para as quais ensino, às vezes, não têm oportunidade, pois para elas a realidade digital ainda é distante”, aponta.
Os projetos inscritos no Viver Digital atendem cerca de 65 mil crianças com idade entre três e 14 anos. “O projeto é tido como uma nova estratégia de ensino. Representa um marco para essas crianças, que parecem nascer sabendo manusear o computador. Você fica impressionado ao ver uma criança de três anos mexendo o mouse. Isso demonstra a necessidade de implementar a tecnologia no ensino”, conclui o coordenador do Projeto Educação Digital, professor Afonso Celso Marino Guimarães.
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Texto: Bruno Silva
Fotos: Ibraim Leão e Divulgação