Zebu brasileiro
Precoce e campeão em ganho de peso, o Tabapuã apresenta altos índices de fertilidade e pode ser abatido a partir dos 30 meses
Fruto de cruzamentos entre o gado mocho nacional e animais de origem indiana, como Nelore e Guzerá, o Tabapuã, raça originária da cidade homônima, em São Paulo, está entre as melhores linhagens existentes no Brasil, de acordo com os especialistas, tanto para corte quanto para a produção de leite. A corpulência e o cupim o destacam entre os zebuínos. As matrizes apresentam elevados índices de habilidade materna, com mais de 60% de fertilidade entre os 18 e os 20 meses.
A boa produção de leite também faz com que os bezerros alcancem o tempo de desmama já pesando 200 quilos, desempenho superior ao de outros animais da mesma linhagem. Em relação ao ganho de peso, o Tabapuã leva vantagem na comparação com todas as outras raças, com média de 966,13 gramas por dia, contra 864,14 da Guzerá, 849,03 da Nelore e 724,56 da Gir. Essa precocidade permite seu abate com 30 meses, enquanto outros zebus — como o Nelore, por exemplo — só segue para o abate a partir dos 40 meses.
O carácter mocho (sem chifres) é outro diferencial da raça, que consegue perpetuar as qualidades e descartar os defeitos em gerações seguintes. “Tais características tornam o Tabapuã mais vantajoso para o produtor”, explica Sarita Junqueira Rodas, presidente do grupo Junqueira Rodas, precursor da raça no Brasil, com seu criatório na Fazenda Água Milagrosa. No Grupo, os animais são usados apenas para aperfeiçoamento, tendo um perfil mais vantajoso para o produtor e para o consumidor.