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Novembro Azul

Campanha mundial alerta os homens para a conscientização sobre o câncer de próstata e a importância do diagnóstico precoce

Com o fim do Outubro Rosa, começa um novo mês de conscientização. Desta vez, para os homens: o Novembro Azul. A campanha acontece há cerca de dez anos no mundo todo e tem o objetivo de alertar a população masculina sobre o câncer de próstata. É o que explica o urologista Carlos Eduardo Noccioli Pereira. De acordo com o médico, a conscientização dos homens é muito importante a fim de conseguir um diagnóstico precoce da doença, porque é o melhor momento para o tratamento.

“Há ações, tanto nos setores públicos quanto nos privados, nas quais a sociedade médica é envolvida em várias explanações à população. As ações mais comuns são aulas ministradas em hospitais, empresas e em algumas áreas públicas também, como parques. Muitas vezes, acontece, ainda, a distribuição de folders em shoppings e grandes lojas, com orientações sobre o câncer de próstata”, explica.

A doença é um câncer muito frequente entre os homens, só perdendo para os tumores de pele não-melanomas. “Existe um diagnóstico de câncer de próstata a cada sete minutos em todo o mundo e uma morte para a doença a cada 38 minutos no Brasil, segundo dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e da Sociedade Americana de Combate ao Câncer. Não é uma doença que exista maneiras objetivas de prevenção como o câncer de pele. A grande arma que temos é o diagnóstico precoce. Com isso, há uma chance de cura de cerca de 90% ou mais”, alerta o urologista.

Para melhorar as estatísticas, a campanha Novembro Azul serve para orientar os homens a buscar acompanhamento médico e fazer os exames necessários. Noccioli afirma que a avaliação médica é muito prática e objetiva. É através da história clínica do paciente, o exame de PSA, o exame do toque retal e o exame de urina, que são as bases da avaliação da doença. “Além disso, como a maneira preventiva do câncer de próstata não é algo efetivo, a gente trabalha com os fatores de risco. O paciente que tem um histórico familiar de hereditariedade (pais, tios e outros parentes próximos de primeiro grau), tem chance maior de desenvolver a doença, de duas a seis vezes maior”, detalha.

O médico Carlos Eduardo Noccioli Pereira explica que o diagnóstico precoce da doença depende da iniciativa do homem de procurar o urologista todo ano

Obesidade e hábitos alimentares também são fatores de risco, segundo o médico. “Existem relatos e estudos atuais que mostram que o paciente que tem uma alimentação mais rica em gordura tem uma chance maior de desenvolver o câncer de próstata. Não são dados ainda muito definidos, mas é uma preocupação que já existe. Esses dados surgiram em estudos de homens que vivem em países como Estados Unidos, Noruega, Suíça, Bélgica, Alemanha, que têm alta ingestão de gordura, comparados com os homens que vivem em Cingapura, Hong Kong, Japão, Grécia, onde há baixa ingestão de alimentação gordurosa”, ressalta.

Noccioli insiste sobre a importância do tratamento precoce e fala da importância da iniciativa do homem em buscar acompanhamento médico anualmente. “Uma vez tendo o diagnóstico do câncer de próstata de maneira precoce, existem alguns tratamentos efetivos, como a prostatectomia radical, que é a cirurgia de retirada da glândula; em alguns casos, a radioterapia. São os principais tratamentos para o câncer de próstata inicial. Vale a pena frisar que o diagnóstico precoce depende de uma iniciativa do homem de procurar o urologista todo ano, a partir dos 45 anos de idade, para fazer sua avaliação”, finaliza o médico. 

Números

• Em 2021, serão diagnosticados mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata

• Haverá um aumento de 10% da mortalidade em 5 anos

• No Brasil, um homem morre por causa desse tipo de câncer a cada 38 minutos

• Quando diagnosticada precocemente, a doença tem 90% de chance de cura

Fotos: Reprodução/Revide

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