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Na região, Guatapará é a cidade com maior número de mortes de recém-nascidos

Cresce a mortalidade infantil em Ribeirão Preto

Apesar do aumento no índice entre 2015 e 2016, cidade ainda está abaixo das médias estadual e nacional

Ribeirão Preto apresentou um aumento no índice de mortalidade infantil no ano de 2016. A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) é calculada dividindo o número de óbitos de menores de um ano de idade, pelo número de nascidos vivos, multiplicado por 1.000. Os dados estão disponíveis em levantamento da Fundação Seade.

A taxa de mortalidade infantil em Ribeirão saiu de 8,6 em 2015, para 9,7 em 2016. Apesar do aumento no número de casos, o município ainda apresenta índices considerados baixos para os patamares estaduais e nacionais. A média na TMI no Estado de São Paulo foi de 10,9 em 2016, e a nacional foi de 13,82, em 2015 – segundo último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Para a Organização Mundial da Saúde, a TMI é um dos principais indicadores das ações na área da saúde pública. Por meio dela, é possível refletir e avaliar não apenas a saúde infantil, mas as condições de vida de uma população. Conforme levantamento da ONU, a taxa mundial atual de mortalidade infantil é de 49,4 crianças para cada mil nascidos. E, atualmente, a média dos dez países com a menor taxa de mortalidade foi de 2,7.

Em números gerais, Ribeirão apresentou 8.078 nascidos vivos em 2016, ante 78 óbitos. Na região, a cidade com a maior taxa foi Guatapará, com uma TMI de 46, mais de quatro vezes a média estadual. Todavia, os dados da Seade apontam quatro mortes de recém nascidos - a Prefeitura de Guatapará admite terem sido sete, o que quase duplicaria o índice, o deixando próximo de países como Togo, Lesoto e Gâmbia, na África. 

Contudo, por se tratar de município pequeno, que, segundo o Seade, registrou 87 nascidos vivos em 2016, os sete óbitos que Guatapará constatou possuem um peso maior no cálculo da TMI. Já na outra ponta da tabela, os locais com menor índice de mortalidade foram Pradópolis (4,8), Jaboticabal (5,2) e Cajuru (5,7).

O que dizem os municípios 

A Secretaria da Saúde de Guatapará informou, por meio de nota, que dos sete casos registrados, quatro deles são de crianças nascidas com menos de 900 gramas - uma com má formação congênita, duas hipóxia intrauterina, e uma com choque cardiogênico, sendo casos não evitáveis.

Ainda segundo a Secretaria da Saúde, o município vem priorizando a assistência à gestante, com o aumento de números de consultas de pré-natal, fornecendo atendimento com médico especializado em quatro dias da semana, e acessibilidade aos exames necessários.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é que o cálculo desse indicador é feito a partir das estatísticas do Registro Civil do Estado de São Paulo, que fornece informações detalhadas sobre os eventos vitais associados à dinâmica da população. São resultados de uma pesquisa contínua da Fundação Seade realizada em todos os Cartórios de Registro Civil do Estado. Dessa forma, nascimentos em zonas rurais ou que não obtiveram registro imediato não entram nas estatísticas.

Já a Secretaria da Saúde informou, por meio de nota, que um dos motivos para o aumento no TMI foi que o número de nascimentos no município diminuiu, e o número de óbitos se manteve constante, o que fez com que a taxa subisse. Para evitar novos casos, a Secretaria ainda informou que conta com os Programas de Saúde da Criança e Saúde da Mulher.

"O Comitê de Mortalidade Materna e Infantil, em conjunto com as equipes dos Programas de Saúde da Mulher e da Criança e de outras Divisões e Departamentos desta Secretaria, tem mantido vigilância da assistência ao pré-natal e ao recém-nascido, procurando conhecer e minimizar as dificuldades existentes, particularmente aquelas identificadas como de risco", completa. 

Foto: Pixabay

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