Secretaria da Saúde alerta sobre envenenamento por taturana: 685 casos registrados em 5 anos
População é alertada sobre os perigos do contato com taturanas, que podem causar quadro hemorrágico grave. Nenhum óbito foi registrado nos últimos 15 anos
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu um alerta sobre o envenenamento por acidente com taturana. Nos últimos cinco anos, foram registrados 685 casos relacionados a esse tipo de acidente. Apesar disso, nenhum óbito foi decorrente desse tipo de envenenamento nos últimos 15 anos.
Em um caso recente, um homem de 73 anos precisou ser internado na UTI após entrar em contato com taturana e apresentar complicações. Neste ano, pelo menos 116 pessoas já sofreram acidentes semelhantes no estado de São Paulo.
Os sintomas do envenenamento por taturana incluem lesões na pele, dor, inchaço, bolhas, dor de cabeça, ansiedade, náusea, vômito, dor abdominal, hipotermia e pressão baixa. A gravidade da intoxicação varia, podendo chegar a quadros de hemorragia interna e insuficiência renal aguda em pessoas acima de 45 anos.
A Secretaria da Saúde recomenda cuidados ao realizar atividades em ambientes silvestres, como coletar frutas ou realizar jardinagem, onde a presença de taturanas é comum. É fundamental observar bem o local, troncos, folhas e gravetos antes de manuseá-los, fazendo sempre o uso de luvas.
O soro antilonômico (SALon) deve ser administrado em até 12 horas após o início da intoxicação para obter melhores resultados. O Instituto Butantan é responsável pela produção desse antídoto, obtido a partir do plasma de cavalos imunizados.
Os acidentes com taturanas são um problema de saúde pública, com 42 mil casos registrados anualmente no país. No estado de São Paulo, os números dos primeiros três meses de 2023 já representam mais de 70% do total do ano passado. É recomendado estar alerta em regiões arborizadas, especialmente entre novembro e abril, quando a presença desses animais é mais comum.
Foto: Pixabay (foto ilustrativa)