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Sensor detecta leucemia em 40 minutos

Equipamento utiliza substância presente em jacas; no método tradicional o resultado demora até três semanas

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, desenvolveram um dispositivo eletrônico que facilita o diagnóstico da leucemia. O sensor utiliza uma substância presente na jaca para detectar, em até 40 minutos, se o paciente é portador do câncer.

Atualmente, o diagnóstico da doença pode demorar até três semanas. O resultado com o detector sai entre 20 e 40 minutos e, de acordo com os pesquisadores, o método é seguro.

O novo sistema é semelhante ao usado por diabéticos para medir o nível de glicemia e consegue, a partir de uma amostra de sangue, encontrar as células anormais do sangue que representam a leucemia.

O sensor desenvolvido é feito a partir de uma nanopartícula de ouro revestida com jacalina, substância extraída da semente da jaca e que tem a capacidade de se ligar aos açúcares produzidos pelas células leucêmicas. Quando essa ligação é feita, o dispositivo faz com que as células cancerosas brilhem, permitindo o diagnóstico.

"Deixamos essas amostras em contato com a proteína, enxaguamos e centrifugamos as células. Depois, analisamos os materiais em um microscópio de fluorescência. Se na imagem da interação entre a amostra e a nanopartícula houver luz fluorescente, significa que há célula cancerosa", explica o professor Valtencir Zucolotto, responsável pela pesquisa.

A principal vantagem, segundo o professor, é que o sistema é de baixo custo e portátil, o que pode fazer com que seja utilizado em ambulatórios. Hoje, os testes clínicos são realizados apenas em laboratórios e, em determinados casos, podem custar mais de R$ 1 mil, valor que cairia "consideravelmente", segundo o professor, que preferiu não citar quanto custaria esse novo exame.

O professor informou ainda que irá realizar novos testes clínicos, em um número maior de pacientes, e que está buscando a parceria de empresas para o desenvolvimento comercial do produto. "Ainda não há nada concreto, mas acreditamos que essa seja uma tecnologia que pode chegar ao mercado em até dois anos", disse.

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Fotos: Divulgação 

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