USP recruta voluntários para estudo sobre preservação óssea após extração dentária
Podem participar pessoas com mais de 18 anos que necessitem de extração dentária e atendam aos critérios de saúde estabelecidos
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), por meio da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp), estão recrutando voluntários para um estudo que avalia técnicas de preservação do osso e da gengiva após a extração de dentes comprometidos, como em casos de cárie, fraturas ou doença periodontal.
Podem participar pessoas com mais de 18 anos que precisem passar por extração dentária e ainda apresentem osso remanescente ao redor da raiz, com indicação para realização do procedimento de forma atraumática, ou seja, sem remoção adicional de tecido ósseo. Os dentes devem estar localizados na região anterior ou de pré-molares, tanto na arcada superior quanto inferior, e os voluntários devem ter boas condições gerais de saúde.
O protocolo inclui a extração do dente seguida de enxerto ósseo e gengival no local da cirurgia, com uso de biomateriais fornecidos gratuitamente. Os participantes serão acompanhados em consultas de retorno após três, seis e 12 meses.
Não podem participar fumantes, pessoas com diabetes, gestantes ou mulheres em fase de amamentação, além de indivíduos com doenças sistêmicas que comprometam a cicatrização ou com perda óssea significativa na região do dente. Também ficam de fora os casos em que não seja possível realizar a extração de forma atraumática.
A pesquisa, intitulada “Uso de enxerto gengival livre da tuberosidade maxilar na preservação alveolar: estudo volumétrico clínico e tomográfico”, é conduzida pelo pós-graduando Fernando Afonso de Oliveira, sob orientação do professor Mário Taba Júnior. O objetivo é investigar o uso combinado de enxerto ósseo e enxerto gengival livre, retirado da tuberosidade maxilar, como estratégia para reduzir a perda de volume na região após a remoção do dente.
A análise será feita por meio de avaliação clínica e exames de imagem, como tomografias e escaneamento oral, permitindo mensurar com precisão as alterações ao longo do tempo.
Os interessados podem se inscrever por meio de formulário online ou entrar em contato pelo WhatsApp (16) 99729-5349, canal que também recebe dúvidas sobre a pesquisa.
Foto: Canva\imagem ilustrativa