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Vítimas poderão fazer o registro na página da Polícia Civil

Governo do Estado de São Paulo cria Delegacia de Diversidade On-line

Objetivo é registrar ocorrências dos crimes de intolerância ideológica, religiosa, cultural, étnico-racial, sexual e identidade de gênero

O Governo do Estado de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira, 26, a ampliação do combate aos crimes de discriminação e intolerância da Polícia Civil (PC). A informação foi divulgada pelo governador João Doria (PSDB) por meio de uma coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirante. 

“O respeito é a expressão do amor. Pessoas que têm a intolerância como marca são pessoas que não se amam. São pessoas que odeiam. E é dessas pessoas que desejamos distância. A essas pessoas, a aplicação da lei. São Paulo não tolera a intolerância, aqui somos defensores da liberdade”, disse o governador.

A nova unidade intitulada de Delegacia de Diversidade On-line, vai ser responsável pelos registros eletrônicos de todas as ocorrências dos crimes de intolerância ideológica, religiosa, cultural, étnico-racial, sexual e identidade de gênero. As vítimas poderão acessar a página da Polícia Civil a qualquer hora do dia por meio de um dispositivo eletrônico. 

Dessa forma, os Departamentos Estaduais de Investigações Criminais (DEICs), passam a investigar esses crimes por meio do setor de homicídios de cada região.  “Os policiais que estão chegando na academia para integrar na unidade fizeram um curso específico para atendimento desses casos. Já passamos 20% dos policiais do Estado para esse curso”, enfatiza Ruy Ferraz, delegado geral da Polícia Civil.  

Na prática, o registro será distribuído para a unidade da região responsável pela investigação, que vai ser encarregada de realizar o contato com a vítima, por meio do agendamento de um horário, onde em seguida serão estabelecidas diligencias de campo para punir o autor do crime.

"Temos uma média de mil casos registrados por ano. Não dividimos entre diversidade e intolerância porque não tínhamos essa estatística separada. Mas agora, com a delegacia, vamos ter um aumento significativo no número de registros, já que a divulgação do serviço vai estimular e encorajar essas denúncias, como ocorreu com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM)”, comenta Yussef Chahin, secretário executivo da PC. 

Sobre a questão de a mulher que sofre violência, poder registrar a denúncia através desta unidade, Ferraz completa dizendo que o crime onde a mulher é vítima deve ser acessado da DDM on-line. "Mas quando o crime atinge a pessoa em razão do gênero dela, deve ser feito pela Delegacia de Diversidade On-line. Se houver algum equívoco por parte da pessoa que está tentando fazer o registro, a delegacia vai se incumbir de fazer a transferência necessária e atender a pessoa. Ninguém vai deixar de ser atendido". 

Foto: Governo do Estado de São Paulo

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