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Transerp quer registrar as bicicletas de Ribeirão Preto

Projeto de lei busca credenciamento das bikes como forma de melhora na segurança pública dos condutores

O registro de bicicletas tem se tornado assunto constante entre os fanáticos no ciclismo de Ribeirão Preto. De acordo com a Prefeitura de Ribeirão Preto, existe um projeto de lei sobre a regularização que está em trâmite na Administração Municipal.

Em coletiva realizada pela Transerp no último dia 11, o diretor superintendente William Latuf afirmou que existe a possibilidade da aprovação de uma lei em que o registro de bicicletas em Ribeirão Preto seja obrigatório. “Se aprovada, a lei tem como finalidade a segurança pública no munícipio”, explicou.

A prefeitura informou que a minuta do projeto de lei está tramitando internamente nos órgãos afins do Governo Municipal e se aprovada será encaminhada à Câmara Municipal, que decidirá o futuro do projeto.

Para Danilo Terra, um dos principais nomes do ciclismo da cidade, um conjunto de ações precisa ser realizado, já que o índice de assaltos e furtos de bicicletas são alarmantes e crescentes na região. “Diante dos diversos casos ocorridos e, na grande maioria, sem recuperação do bem e ou punição ao assaltante, torna-se cada vez mais uma prática interessante ao meliante. Acredito que soluções devam ser buscadas. Hoje a grande preocupação do ciclista é a falta de segurança. Portanto, se a medida trouxer uma evolução nesse sentido, certamente mudará positivamente”, comentou.

Para o esportista, apenas o registro em si não deve possuir grandes resultados, mas já é um primeiro passo. “Isso é importante para que possamos organizar um banco de dados e registros das bicicletas e seus proprietários. Com essas informações, as autoridades poderão criar estatísticas dessas ações criminosas e, através desse mapeamento, o setor de inteligência das polícias (militar e civil) terá mais condição de combatê-las”.

O ciclismo em Ribeirão tem crescido consideravelmente, mas para Terra muito há de ser melhorado. “Acredito que precisamos de um maior efetivo policial nos principais pontos de treinos dos ciclistas e passeios públicos. Isso, sem dúvida nenhuma, inibe a ação dos bandidos e garante uma maior segurança às pessoas. Independentemente de o ciclismo ser para lazer, competição ou transporte, a impunidade afeta na falta de confiança em sair de casa. O ciclista anda constantemente preocupado com o risco de assalto”.

Já para o estudante Victor Corat, o uso da bicicleta em si, nos dias atuais, seria para ter um meio de locomoção mais prático e que não poluísse tanto o meio ambiente quanto os veículos movidos à combustão. “Porém, continua sendo um veículo como qualquer outro. Muitos dos pilotos sequer respeitam a sinalização e colocam suas vidas e a vida de outras pessoas em risco. Talvez o registro seja sim uma maneira de conscientizar o condutor”.

Para o jovem, a ressalva se deve na formação de pilotos. A bicicleta pode ser utilizada desde que a pessoa é criança, então não existe uma formação coerente nos ensinamentos perante a lei. “Muitos não respeitam o sinal, dirigem na contra mão e aumentam as chances de acidente”.

Atualmente existem locais que já viabilizam o registro das mesmas como o site Bike Registrada. A promessa da iniciativa é de que exista queda no porcentual de roubos em Ribeirão Preto.
 

Fotos: Arquivo Pessoal, Divulgação e Arquivo Revide.

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