Denúncia anônima pede retirada de canteiro de flores da Avenida João Fiúsa
Denúncia anônima pede retirada de canteiro de flores da Avenida João Fiúsa

Denúncia anônima pede retirada de canteiro de flores da Avenida João Fiúsa

Prefeitura discute a manutenção do espaço com a administração do edifício responsável pelo local

Uma iniciativa de inovar o paisagismo de uma das avenidas mais conhecidas de Ribeirão Preto está ameaçada de perder seu espaço. O canteiro de flores administrado pelo edifício Jataí, na Avenida João Fiúsa, recebeu uma denúncia anônima por estar “fora dos padrões” da jardinagem do bairro.

Localizado próximo à rotatória da Fiúsa com a Avenida Wladimir Meirelles, o canteiro da travessia logo em frente ao prédio foi uma ideia da própria administração do edifício e existe desde o final de 2016, com o objetivo de dar um novo ar à paisagem da avenida com flores coloridas, pneus enfeitados e novas árvores.

“Nossa intenção era deixar o lugar mais alegre e bonito, para se destacar em meio ao verde que predomina a paisagem pela avenida”, explicou Rodrigo Belini, zelador do edifício desde 2015 e responsável pela manutenção do canteiro. Ele mesmo cuida do local semanalmente, inclusive implantando sistemas de irrigação para manter o local limpo e florido.

A Divisão de Praças e Parques da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto (PMRP) confirmou a denúncia e, desde então, tem conversado com a administração do prédio para tomar providências no local. De acordo com a Coordenadoria de Limpeza Urbana, as intervenções realizadas na travessia da avenida não tiveram autorização da própria divisão nem da Secretaria do Meio Ambiente, o que caracterizou a ilegalidade da ação.

“É importante ressaltar que se trata de uma área pública e de responsabilidade da PMRP, qualquer mudança exige nossa autorização e que seja de acordo com a legislação ambiental”, disse Carlos Toldo, da coordenadoria de Limpeza Urbana, afirmando que as árvores que foram plantadas não estão de acordo com o projeto paisagístico da avenida, além de os pneus com flores interferirem no aspecto visual do local.

O síndico do prédio Jataí, o jornalista Geraldo Neto, disse que conversou com os fiscais que foram supervisionar o local e espera chegar a um acordo em breve. “Desde 2007 temos uma concessão ainda da antiga gestão do prédio que nos dá o direito de cuidar da praça, o Projeto Cidade Verde”, alegou o síndico. Ele acredita que a retirada do canteiro seria um contrassenso enorme e espera que a intenção da Prefeitura não seja de removê-lo completamente.

Uma reunião entre um engenheiro agrônomo da Divisão de Praças e Parques e a administração do edifício foi marcada para esta primeira semana de agosto e deve definir as adequações detalhadas que o prédio terá que realizar.


Foto: Pedro Grossi

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