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Sindicância culminou na exoneração do diretor financeiro do IPM, que teria caído em golpe de uma quadrilha cibernética

Prefeitura de Ribeirão Preto sofre golpe cibernético e prejuízo é de quase R$ 200 mil

Alvo foi o Instituto de Previdência dos Municipiários

O Instituto de Previdência dos Municipiários, da Prefeitura de Ribeirão Preto, foi alvo de um golpe cibernético no dia 5 de outubro deste ano e teve um prejuízo de R$ 199,4 mil. O golpe veio à tona após publicação de uma sindicância no Diário Oficial do Município nessa quinta-feira 29.

No relatório final da Comissão Sindicante Investigatória, foi determinada a exoneração do diretor financeiro do IPM, Miguel Boudakian Moysés, que estava afastado desde o dia 10 de outubro deste ano. De acordo com informações apuradas pela reportagem do Portal Revide, Moysés teria caído em um golpe cibernético ao fornecer a senha de uma conta do IPM no banco Santander para um site fraudulento.

No documento, o IPM admite que houve uma grave falha dos sistemas de segurança do instituto. A transferência realizada para a quadrilha aconteceu em um computador do IPM por meio do serviço de internet banking, o que, segundo o laudo, deveria ser bloqueado pela instituição, por se tratar de uma movimentação atípica. Veja abaixo um trecho da decisão:

“O levantamento de tais valores via internet banking configura movimentação atípica, que deveria ter sido bloqueada pela instituição. A autarquia jamais efetuou pagamento via TED diretamente na conta de pessoas físicas, demonstrando a ocorrência de outra movimentação atípica não detectada pelo banco. É inegável que houve inúmeras omissões e falhas por parte da instituição financeira, razão pela qual entendemos que a mesma deve ser acionada judicialmente para ser civilmente responsabilizada pelo prejuízo causado a esta autarquia.”

Por meio de nota, a superintendência do IPM informou que, ao constatar as transferências bancárias, realizou todos procedimentos de segurança necessários. Comunicou a gerência do banco, registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Seccional de Polícia e denunciou o fato ao Ministério Público.  A polícia investiga se o caso possui relação com a quadrilha envolvida em fraudes contra clientes de instituições bancárias e de crédito, alvo da Operação Ostentação, em São Paulo.

O Portal Revide entrou em contato com o ex-diretor financeiro do IPM e, por meio de nota, Moysés alegou que foi vítima da quadrilha especializada em fraudes bancários e que os fatos foram devidamente informados às autoridades policiais e à instituição financeira para que fossem tomadas as providências legais cabíveis.

"Quando da ocorrência do evento, prontamente pedi meu afastamento do cargo para que as apurações pudessem ser realizadas com isenção. Ressalto que houve grave falha nos sistemas de segurança da instituição financeira, pois as operações realizadas com fraude não estavam autorizadas em contrato e jamais tinham sido realizadas pelo IPM, conforme corretamente apontado pela Comissão Sindicante", afirma Moyses.

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Sob supervisão de Marina Aranha.

Foto: Divulgação

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