Temporal histórico mobiliza operação de reconstrução da rede elétrica na região de Ribeirão Preto
Segundo companhia de energia, 333 mil clientes foram impactados em diferentes municípios da região, com registros da queda de 54 torres de transmissão e 348 postes
Depois do evento climático registrado no último dia 24 de julho na região de Ribeirão Preto, a CPFL Paulista se mobilizou na maior operação de reconstrução da rede elétrica registrada recentemente no local. O temporal foi marcado por microexplosões atmosféricas e rajadas de vento que chegaram a aproximadamente 160 km/h, conforme informações de órgãos oficiais.
Ao todo, 333 mil clientes foram impactados em diferentes municípios da região, que sofreram danos severos na infraestrutura elétrica e urbana. Ribeirão Preto, Guariba, Taquaritinga, Barrinha, Dumont e Pradópolis estiveram entre as cidades mais atingidas.
A dimensão dos estragos ajuda a compreender a complexidade da operação. De acordo com a companhia, foram registradas a queda de 54 torres de transmissão, estrutura fundamental para o sistema elétrico, além de 348 postes derrubados na região. Para se ter uma ideia, em um mês de 30 dias, troca-se em média 140 postes em Ribeirão Preto, o que evidencia a intensidade da ocorrência.
A CPFL ainda destacou que a reconstrução emergencial foi realizada num intervalo de quatro dias, o que equivale a quase três meses de regime de normalidade.
Além dos danos à infraestrutura elétrica, o temporal provocou a queda de mais de 400 árvores, criando um cenário de alta complexidade para o restabelecimento do fornecimento de energia. Por isso, em situações como essa, o trabalho das equipes segue protocolos rigorosos de segurança.
A CPFL Paulista mobilizou diretamente cerca de 300 equipes e 1.220 pessoas na frente operacional ao longo da contingência, com reforço de profissionais vindos de cidades como Franca, Araraquara, Campinas, Piracicaba e de outras distribuidoras do Grupo CPFL Energia, além de empresas parceiras.
A estratégia operacional também considerou critérios técnicos de priorização. Hospitais, unidades de saúde, sistemas de abastecimento de água, serviços públicos essenciais e demais estruturas estratégicas receberam atenção prioritária. Para garantir a continuidade desses atendimentos, a companhia disponibilizou mais de 30 geradores de energia.
Paralelamente aos trabalhos de campo, a companhia manteve uma atuação integrada com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, prefeituras municipais, forças de segurança e o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil do Estado de São Paulo, permitindo maior coordenação das ações diante da gravidade da ocorrência.
Em municípios como Guariba, onde a destruição foi ainda maior, a operação exigiu praticamente uma reconstrução integral de trechos da rede elétrica, ampliando ainda mais o desafio logístico enfrentado pelas equipes.
Para o diretor-presidente da CPFL Paulista, Rafael Lazzaretti, a resposta da companhia foi proporcional à gravidade da situação enfrentada. "Vivenciamos um dos eventos climáticos mais severos já registrados na região. Os danos foram extremamente significativos na estrutura elétrica, não encontramos registros históricos no Brasil de um evento com danos em torres de transmissão na dimensão do que vimos aqui”.
Ele ainda complementou. “Reforçamos nossas equipes, trouxemos profissionais de diversas regiões, trabalhamos de forma ininterrupta e concentramos todos os esforços para restabelecer o fornecimento de energia à população no menor tempo possível, sempre respeitando os protocolos de segurança que uma operação dessa magnitude exige".
O executivo destaca que operações de reconstrução possuem características muito diferentes de ocorrências convencionais. "Quando falamos em reconstrução, estamos tratando de uma atividade altamente complexa. Não se trata apenas de religar circuitos, mas de reconstruir estruturas inteiras da rede elétrica. Há uma sequência técnica que precisa ser respeitada para garantir segurança e confiabilidade a todos", reforça.
Embora o fornecimento de energia esteja praticamente normalizado nas cidades atingidas, os trabalhos seguem em andamento. Nas próximas semanas, equipes da companhia continuarão atuando na reconstrução definitiva da infraestrutura, como as torres de transmissão, substituição de equipamentos danificados, reforço da rede elétrica e na execução de melhorias estruturais que contribuirão para ampliar a qualidade e a confiabilidade do sistema, o que pode exigir desligamentos temporários para que os trabalhos ocorram com segurança.
Foto: divulgação/CPFL Paulista