Triângulo da prosperidade
Área entre as rodovias José Fregonese, Anhanguera e Antônio Machado Sant’Anna é estratégica para avanço imobiliário da região

Triângulo da prosperidade

“Triângulo” formado por Ribeirão Preto, Bonfim Paulista e Cravinhos deve concentrar os maiores lançamentos imobiliários da próxima década e ser um novo vetor de crescimento urbano na região

A região entre Ribeirão Preto, Bonfim Paulista e Cravinhos deve se tornar, já nos próximos anos, um dos principais vetores de crescimento imobiliário da região. O “triângulo” formado pelas rodovias José Fregonese, Anhanguera e Antônio Machado Sant’Anna, até pouco tempo marcado por fazendas e ocupações isoladas, tornou-se um dos territórios mais estratégicos para o avanço imobiliário do interior paulista. Hoje, o local já abriga alguns condomínios de alto padrão, empreendimentos como o Santa Maria Outlet e indústrias, mas segue predominantemente rural. O que muda é que todo o planejamento urbanístico dessa área já está traçado, com diretrizes que apontam para uma completa reconfiguração do território nos próximos anos, impulsionada pela força econômica de Ribeirão Preto e pelo crescimento rumo ao Sul.

 

Cravinhos, por sua vez, tem uma relação histórica e geográfica profunda com Ribeirão Preto. Originada da antiga fazenda Cravinhos — comprada em 1876 pela família Pereira Barreto, atraída pela fertilidade da “terra roxa” —, a cidade cresceu ligada ao ciclo do café, à ferrovia Mogiana e ao movimento migratório europeu. Tornou-se distrito de Ribeirão Preto em 1893 e município em 1897, mantendo, ao longo das décadas, um perfil tranquilo, elevado e mais fresco do que a vizinha metrópole. Sua proximidade imediata com a Zona Sul, região que abriga os shoppings, hospitais, centros empresariais e condomínios de alto padrão, tornou inevitável sua integração ao movimento de expansão urbana. Agora, a união entre história, localização estratégica e o novo mapa de desenvolvimento urbano coloca Cravinhos como peça central de um vetor de crescimento que redefine o eixo sul da região.

 

VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA

 

Para Thiago Said, diretor comercial da Said, o avanço imobiliário no eixo entre Bonfim Paulista e Cravinhos é fruto de um crescimento cuidadosamente planejado ao longo de anos. Ele lembra que a empresa já possuía presença consolidada no distrito muito antes de a área ganhar visibilidade regional. “A Said tem atuação consistente em Bonfim Paulista há anos, com empreendimentos que ajudaram a estruturar e qualificar o entorno”, afirma. Entre esses projetos, ele cita o Loteamento João José Said Sobrinho I e II, o Residencial Vista Bella e o Condomínio Aspen, todos concebidos com foco na organização urbana, planejamento e valorização das áreas comuns, criando as bases para um futuro bairro integrado. Esses empreendimentos, segundo Thiago, compartilham um mesmo objetivo: preparar o território para um ciclo de desenvolvimento mais robusto, sustentável e de longo prazo.

 

O grande salto da construtora, no entanto, vem agora com o Villa Toscana, que para ele representa “um novo ciclo de desenvolvimento urbano planejado entre Ribeirão Preto e Cravinhos”. A primeira fase, prevista para 2026, reúne 160 casas e 470 lotes residenciais e comerciais. Já a segunda etapa, programada para começar em 2028, marca a transformação do projeto em um bairro monitorado com cerca de 2.000 lotes, inspirado no conceito de Smart City. Thiago descreve essa expansão como parte de um “projeto de longo prazo, sólido e gradual”, no qual cada etapa está integrada a um conjunto maior de investimentos que consolidam um novo vetor de crescimento urbano qualificado na região.

 

Thiago destaca três pilares que fundamentam a decisão estratégica da empresa. O primeiro é o crescimento natural da Zona Sul de Ribeirão Preto, que vem atraindo um público exigente, sensível à modernidade, à tecnologia e ao bem-estar. “A Zona Sul puxou o desenvolvimento para essa direção e Bonfim e Cravinhos tornaram-se a continuidade lógica desse movimento”, explica. O segundo pilar é a qualidade ambiental: topografia favorável, áreas amplas, baixíssima densidade e um cenário natural que permite criar empreendimentos de médio e alto padrão com identidade própria. O terceiro pilar é o potencial de valorização. Segundo ele, “a região vive um ciclo consistente de valorização imobiliária, impulsionado pela escassez de áreas semelhantes e pela chegada de empreendimentos planejados”.

 

POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO

 

Julio Di Madeo, diretor comercial e de marketing da Construtora Pereira Alvim, reforça que o interesse da empresa pela região não é recente. “Há aproximadamente 20 anos adquirimos a Fazenda Santa Maria”, lembra. Na época, a área ainda era predominantemente rural, mas já oferecia duas qualidades que, para a construtora, eram decisivas: a beleza natural e a localização às margens da rodovia Anhanguera, um dos principais corredores logísticos do estado. Essa combinação, segundo Julio, indicava um futuro de expansão inevitável, ainda que distante. A empresa investiu então em empreendimentos que se tornariam referências no setor: o Residencial Fazenda Santa Maria, o Santa Maria Outlet e os residenciais Alto do Castelo, todos situados exatamente no eixo que conecta Ribeirão Preto, Bonfim Paulista e Cravinhos.

 

Para Julio, a atuação da Pereira Alvim vai além de construir condomínios: trata-se de antecipar tendências, escolher localizações que tenham alto potencial de valorização e propor empreendimentos com padrão arquitetônico e urbanístico acima do mercado. “Nosso DNA está na qualidade dos produtos e na entrega excelente”, afirma. Ele explica que o perfil do comprador é o de alguém que busca qualidade de vida, segurança e investimentos sólidos, critérios que se alinham com o momento de crescimento dessa região. O diretor destaca que os clientes enxergam ali uma oportunidade única: adquirir imóveis em uma área que combina acesso rápido a duas cidades dinâmicas com a possibilidade de viver em condomínios espaçosos, planejados e integrados ao ambiente natural.

 

A expansão urbana de Ribeirão Preto, especialmente nos últimos anos, acelerou ainda mais essa dinâmica. Julio observa que o crescimento imobiliário cria automaticamente novas demandas. “A expansão imobiliária se deu de forma muito acelerada e, por conta disso, surge uma grande demanda por comércio e serviços para atender à população”, explica. Para ele, essa tendência é progressiva: conforme novos projetos são entregues, novos negócios surgem, fortalecendo o ciclo de desenvolvimento.

 

HISTÓRIAS ENTRELAÇADAS

 

Ricardo Pagano, diretor da Construtora Pagano, fala da região com familiaridade e orgulho. Para ele, o crescimento atual é a consequência natural de um movimento iniciado há décadas. “Sempre investimos em Cravinhos, que é nossa cidade natal”, afirma. Hoje, a Pagano mantém no município empreendimentos como o Authoria Trianon, um residencial fechado com lotes de 336 m² com previsão de entrega em fevereiro de 2026; o Alto da Boa Vista, com lotes de 275 m²; e o Riviera Village, com lotes de 400 m², ambos prontos para construir. Os próximos anos, porém, marcam uma nova fase da empresa, com projetos de grande porte e forte apelo paisagístico. Entre eles, está o loteamento Parque Ecológico, anexo ao parque municipal que foi doado pela própria família Pagano. Ele será lançado no Jardim das Acácias, em uma área considerada pelo diretor como “a melhor localização da cidade”. A empresa também prepara a Fazenda Jandaya, um empreendimento de três fases com lotes entre 1.000 e 1.100 m², concebido no conceito de pós-luxo, que combina vida campestre, simplicidade sofisticada e integração com a natureza.

 

Pagano destaca ainda que o movimento de expansão não se limita a Cravinhos. Em Bonfim Paulista, no Vila Toscana, a empresa prepara um condomínio com 140 casas de 125 m² em lotes de 250 m², fortalecendo a presença no eixo entre os dois municípios. Para ele, os motivos para investir nessa área são claros, a começar pela geografia privilegiada de Cravinhos: “a cidade tem 300 metros de altitude a mais que Ribeirão, o que proporciona um clima mais ameno, até três graus mais frio”, explica. A tranquilidade, a sensação de segurança e o porte reduzido também atraem um público exigente, que busca qualidade de vida sem abrir mão da proximidade com o polo econômico da região. O diretor reforça que o município cresceu muito desde os anos 2000, quando prefeitos passaram a atrair indústrias e ampliar a oferta de empregos, o que impulsionou o desenvolvimento urbano e imobiliário.

 

Quanto ao perfil do comprador, Pagano afirma que a maior parte dos empreendimentos atuais é voltada aos segmentos médio, médio-alto e alto padrão, acompanhando a vocação natural da região e sua integração com a Zona Sul de Ribeirão Preto. Ainda assim, a empresa também se destaca por projetos populares, como o Jardim Alvorada, que entregou 1.300 casas em Cravinhos. Ele avalia como “abundante” a oferta de comércio e serviços no município, ressaltando o custo de vida mais baixo e a excelente mobilidade.

 

Segundo o diretor, “quem mora em Cravinhos chega aos shoppings com mais facilidade do que quem vive nas zonas norte e oeste de Ribeirão”. Em relação à infraestrutura, Pagano é direto: “nossos projetos são sustentáveis e completos. Não dependemos de investimentos do poder público.” A empresa cuida de poços artesianos, redes de água e esgoto, iluminação pública, acesso viário e até trevos específicos, garantindo que o crescimento seja ordenado e autossuficiente.

 

VETOR DE EXPANSÃO

 

Já para Mônica Amaral, gerente de Novos Negócios do Grupo WTB, a região reúne condições únicas para receber projetos de grande porte, tanto pela localização quanto pelo momento de transformação urbana. Ela explica que o grupo atua em empreendimentos estratégicos em Ribeirão Preto, Bonfim Paulista e Cravinhos, sempre com foco em inovação, sustentabilidade e geração de valor. Entre eles, estão projetos consolidados em Bonfim Paulista — como Terras de Bonfim, San Gabriel, Santa Ana, San Tiago, San Mateus e o Santa Martha. Em Cravinhos, o Grupo desenvolveu o Terras de Cravinhos, bairro planejado para uso misto com infraestrutura preparada para atender residências, estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços. Excelente oportunidade para morar bem ou trabalhar com tranquilidade. O bairro nasce com 160 casas, com terrenos de uso misto, ruas largas e arborizadas, com mais de 25 mil m² de área verde, acessibilidade e lazer para toda família. Segundo Mônica, os próximos lançamentos seguem essa linha, priorizando áreas amplas, soluções urbanísticas modernas e modelos de bairro planejado.

 

Para ela, Bonfim e Cravinhos consolidaram-se como “o principal vetor de expansão de Ribeirão Preto”, reunindo infraestrutura consolidada, boa mobilidade e um cenário favorável de valorização imobiliária. O avanço urbano, diz, abre espaço para formatos integrados, que combinem moradia, comércio, serviços de saúde e educação. “Será natural a chegada de novos empreendimentos residenciais, escolas, universidades e centros de serviços de alto padrão”, completa. Esse movimento atrai tanto famílias quanto investidores, que buscam segurança, conveniência e localização estratégica. Mônica destaca que o avanço urbano exige diálogo constante com o poder público. O Grupo WTB mantém parcerias com órgãos municipais e concessionárias para assegurar que cada projeto seja executado com responsabilidade e contribua para um desenvolvimento ordenado e sustentável.

 

O perfil do comprador identificado pelo grupo é o de quem valoriza qualidade de vida e infraestrutura completa, com presença de áreas verdes, segurança estruturada e projetos de longo prazo. Mônica destaca também o aumento expressivo do público investidor, atento ao ciclo de valorização consistente do Eixo Sul. A executiva observa ainda que a oferta de comércio e serviços cresce no mesmo ritmo dos novos empreendimentos. “Há um movimento contínuo de academias, restaurantes, escolas e serviços especializados se instalando na região”, afirma. Os projetos do grupo, segundo ela, ajudam a impulsionar esse efeito, atraindo novos negócios e fortalecendo a vida urbana.

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