Câmara adia votação de contas de Dárcy Vera por conta da pandemia

Câmara adia votação de contas de Dárcy Vera por conta da pandemia

Ex-prefeita de Ribeirão Preto já teve as contas de cinco anos reprovadas

Durante sessão remota realizada pela Câmara Municipal de Ribeirão Preto, nessa quinta-feira, 28, ficou decidido que a votação das contas de 2016 da ex-prefeita Dárcy Vera será adiada por mais 60 dias.

O projeto de resolução solicitando o adiamento foi protocolado pela Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tributária. Originalmente, a Comissão deveria emitir o parecer e o relatório até a próxima quarta-feira, 3 de junho.

A Comissão de Finanças é presidida pela vereadora Gláucia Berenice (DEM) e tem como membros os vereadores Marcos Papa (Cidadania), Luciano Mega (PDT), Fabiano Guimarães (DEM) e Nelson das Placas (PDT).

Na justificativa do pedido, a Comissão explicou que por conta das dificuldades acarretadas pela pandemia, seria necessário um prazo maior para os parlamentares elaborarem o relatório sobre as contas. Além disso, pretendem oferecer, também, um tempo maior para a defesa elaborar uma argumentação.

Dos oito anos em que ficou no poder, Dárcy Vera já teve as contas de cinco anos reprovadas, sendo: 2010, 2012, 2013, 2014 e 2015. Os balanços foram reprovados tanto pela Câmara quanto pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Resta agora, apenas as contas de 2016, ano em que foi deflagrada a Operação Sevandija.

Situação

A ex-prefeita de Ribeirão Preto teve um pedido de habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 5 de dezembro de 2019. Desde então, ela está em liberdade.

O ministro Rogerio Schietti atendeu ao pedido da defesa e concedeu um habeas corpus referente ao processo dos honorários advocatícios. Além de Dárcy Vera, foram beneficiados o ex-secretário de Administração de Ribeirão Preto Marco Antonio dos Santos, o advogado Sandro Rovani e a advogada Maria Zuely Librandi.

Dárcy foi condenada a cumprir 18 anos e nove meses de reclusão, com toda a pena a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. A condenação é referente a investigações da Operação Sevandija, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal em 1 de setembro de 2016. Além de cinco anos de prisão no caso da Stock Car. Corre também na justiça a investigação por lavagem de dinheiro.

A Operação Sevandija, deflagrada em setembro de 2016, já resultou em sete fases e doze ações penais, contra 49 pessoas, incluindo ex-prefeita, ex-secretários municipais, ex-superintendente da Coderp, ex-vereadores, funcionários públicos, advogados e empresários. Foram bloqueados R$ 246 milhões, 208 veículos e 127 imóveis. Vinte e cinco réus já foram condenados em primeira instância pelo poder judiciário.


Foto: Arquivo Revide

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