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Deputados do estaduais tentam aumentar os recursos enviados pelo estado, de R$ 7,5 milhões para R$ 15 milhões

Hemocentro de Ribeirão Preto tem atividades ameaçadas por déficit nas contas

Instituição aponta defasagem na tabela SUS e no repasse anual do Estado

O Hemocentro de Ribeirão Preto, diretamente ligado ao Hospital das Clínicas da USP, está com as atividades ameaçadas devido a um déficit orçamentário que pode chegar a quase R$ 9 milhões em 2021.

Além do descompasso no custeio na tabela SUS e da redução no pagamento de exames de alta complexidade, a instituição, responsável por garantir transfusões de sangue a pacientes de um terço dos municípios do Estado de São Paulo, relata que a verba complementar enviada pelo governo paulista há 15 anos não é reajustada na proporção necessária, sendo assim, não é suficiente para garantir que todas as despesas com procedimentos e fornecedores sejam pagas.

A direção do Hemocentro relatou uma redução das atividades, já iniciada em julho, em parte das unidades da rede. Se essa medida se estender, a queda nos estoques de sangue pode se agravar.

Solução

Deputados do Estado de São Paulo têm a possibilidade de aumentar os recursos enviados pelo Estado, de R$ 7,5 milhões para R$ 15 milhões, na previsão orçamentária do governo para 2022. O pedido foi enviado à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no final de setembro.

A Secretaria de Estado da Saúde informou, em nota, que o governo autorizou o repasse de R$ 30 milhões extras para apoiar as atividades do HC de Ribeirão Preto, em setembro. "O crédito suplementar se soma a outros R$ 561 milhões já destinados pelo Estado à instituição neste ano. A Secretaria de Estado da Saúde preza pelo pleno funcionamento do Hemocentro e mantém contato permanente com o serviço", afirmou.

A frente parlamentar, por sua vez, ressaltou que não há garantia de que esses recursos, de fato, sejam usados no Hemocentro.

Hemocentro

Os estoques no Banco de Sangue estão relativamente abaixo do nível de segurança de estoque, principalmente por conta da pandemia de Covid-19.

Até três meses atrás - quando é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, em 14 de junho - a Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto estava com o estoque abaixo do mínimo de quatro tipos sanguíneos: A, B e O negativo, e O positivo. 

O tipo A negativo possuía apenas oito bolsas de sangue, 30 a menos do que deveria ter para estar dentro do nível de segurança. Já para o tipo sanguíneo B, o ideal seria que houvesse 12 bolsas de sangue, mas havia somente duas em armazenamento. 

Doação  

O doador deve ser maior de 18 anos, pesar mais de 50 quilos e estar bem de saúde. 

No dia da doação

- É obrigatório apresentar documento oficial com foto,  preferencialmente o RG
- Dormir bem, pelo menos, seis horas antes da doação
- Evitar o jejum. Fazer refeições leves e não gordurosas. Em refeições fartas, como o almoço e jantar, só doar após três horas
- Evitar uso de bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas
- Ingerir bastante água antes e depois da doação
- Não fumar, por no mínimo, uma hora antes e uma hora após a doação
- Não praticar exercícios físicos exagerados e atividades perigosas, como subir em locais altos ou dirigir veículos em rodovias, etc
- Permanecer no serviço hemoterápico após a doação por 15 minutos
- Não forçar o braço em que foi realizada a punção no dia da  doação, para evitar sangramentos e hematomas

Para outras informações sobre doação, clique  e acesse o site do Hemocentro.  

Foto: Pixabay (foto ilustrativa)

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