Médico norte-americano diz que próxima cirurgia de siamesas será a mais difícil
James Tait Goodrich diz que está esperançoso com o resultado final
O médico norte-americano responsável por ajudar nas cirurgias de separação das irmãs siamesas Maria Ysabelle e Maria Ysadora, o especialista James Tait Goodrich, diz que a próxima etapa da separação será a mais complexa.
“Este foi o terceiro estágio. Provavelmente serão quatro no total. A equipe da Universidade de São Paulo tem feito um ótimo trabalho. Faltam apenas 25% da separação. A anatomia era complexa, mas conseguimos fazer o que tínhamos planejado no pré-operatório. O próximo passo será o último estágio. Estou esperançoso”, diz Goodrich.
Antes dia última etapa, as irmãs passarão por outro procedimento, que deve ocorrer no dia 1º de setembro, para implantação de expansores na cabeça, uma espécie de bolsa, em que será aplicado um soro, que, segundo os cirurgiões, ajudará no desenvolvimento de pele na nuca das meninas, que será utilizada no procedimento de cirurgia plástica, após a separação.
“Os cirurgiões plásticos têm de colocar os expansores de pele para dar a cobertura correta para a equipe no final. Nós estaremos lidando com a parte mais complexa do cérebro em conjunto. A equipe está otimista que seremos capazes de fazê-lo. Até agora, o planejamento foi excelente, sem surpresas inesperadas”, conta o médico.

O trabalho de separação é conjunto e demanda dezenas de especialistas para que tudo ocorra adequadamente. “A equipe local de neurorradiologia tem realizado um bom trabalho com a tomografia computadorizada e com a ressonância magnética. Isso facilita muito”
No último final de semana, Goodrich esteve em Ribeirão Preto para participar do procedimento. Ele tem feito estas viagens dos Estados Unidos ao Brasil, pois é considerado um dos principais nomes relacionados à separação de siameses no mundo. Das passagens por Ribeirão Preto, ele guarda boas referências.
“Já conheci alguma coisa de Ribeirão Preto. Meus anfitriões locais foram ótimos em detalhar histórias locais e especialmente sobre o campus da USP, que, por sinal, tem uma excelente equipe para se trabalhar”, finaliza o médico.
Fotos: Divulgação