Especial mulheres: Sílvia Helena Uzun

Especial mulheres: Sílvia Helena Uzun

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Natural de Ribeirão Preto, Sílvia Helena Uzun construiu sua trajetória com a mesma base que sustenta sua vida: disciplina, constância e fé. Formada em Odontologia pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), integrou a primeira turma da instituição (1987-1990). Colou grau em 1991 e, desde então, nunca deixou de estudar. 


Atuando, desde o início da carreira, em consultório odontológico particular próprio, Sílvia possui residência clínica em prática ortomolecular e mestrado internacional em Harmonização Orofacial em fase final, além da formação em Medicina e Saúde Integrativa e Bem-Estar pelo Hospital Israelita Albert Einstein, com foco no cuidado odontológico ao paciente oncológico. Atualmente, dedica-se também à Implantodontia, área na qual está em fase final de especialização, ampliando as possibilidades de reabilitação oral com uma visão integrativa e humanizada. Sempre estudando, já iniciou também a especialização em Oncologia Multidisciplinar, pelo Hospital Israelita Albert Einstein.


A escolha pela profissão está associada à busca por independência. “Queria uma profissão sólida e digna. Sempre soube que precisaria construir meu próprio caminho com responsabilidade e estudo”, afirma. A clínica, segundo ela, foi seu grande campo de amadurecimento. “A Odontologia me ensinou disciplina, compromisso e respeito pelo ser humano”, diz. Assumir um consultório próprio exigiu maturidade quando ainda muito jovem. Ali entendi que estabilidade e reconhecimento são frutos de constância, sacrifício e escolhas conscientes. Minha trajetória foi construída pelo hábito contínuo de trabalhar, estudar e evoluir dentro da própria prática clínica em consultório odontológico particular”, afirma.

 


Sempre soube que precisaria construir meu próprio caminho com responsabilidade e estudo



Sem indicações, atalhos ou grandes redes de apoio, Sílvia precisou consolidar sua credibilidade ao longo dos anos com firmeza ética e técnica. “Consistência fala mais alto do que qualquer discurso”, resume. Ela reconhece que, como mulher, muitas vezes precisou provar competência além do necessário, fortalecendo postura e limites sem perder a sensibilidade. A caminhada silenciosa, no entanto, rendeu frutos. “O que aparece são títulos e resultados. O que ninguém vê são as renúncias, noites sem descanso e as decisões tomadas sem garantias”, comenta, mas, para ela, sucesso não tem relação com pressa nem aparência. “É fidelidade aos próprios valores. Muitas conquistas levam décadas. Ansiedade não acelera processos”, ressalta.


Aos 57 anos, Sílvia se define para além da profissão. “Sou uma mulher que aprendeu a se sustentar emocionalmente, espiritualmente e profissionalmente. Acredito no valor do caráter e do trabalho honesto.” A fé, seu eixo central, propicia uma convicção que a sustenta nos momentos de incerteza e a ensinou a fazer escolhas coerentes, mesmo quando incompreendidas. “Nem tudo acontece no nosso tempo. Acontece no tempo de Deus”, define.


A disciplina faz parte também do seu autocuidado. Caminhada, musculação, alimentação equilibrada e momentos de silêncio e oração integram sua rotina. “Autocuidado não é luxo, é responsabilidade”, destaca. Para ela, cuidar não significa fragilidade, mas consciência, e o papel feminino é manter o equilíbrio entre sensibilidade e firmeza.


“Ser mulher, para mim, é... Ter coragem para atravessar a vida com dignidade, fé e responsabilidade. É confiar no tempo de Deus, manter o caráter, mesmo quando o caminho é difícil, seguir em frente sem vitimismo e construir, dia após dia, aquilo que faz sentido — com trabalho, estudo, organização e amor-próprio.”

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