TV Câmara enfrenta sérios problemas de infraestrutura

TV Câmara enfrenta sérios problemas de infraestrutura

Equipamentos sucateados e falta de pessoal tem provocado até perda de arquivos de vídeo; presidente da Comissão de Comunicação cobra melhorias

A TV Câmara de Ribeirão Preto, que transmite as sessões, reuniões de comissões, programas e entrevistas com vereadores, vem enfrentando sérios problemas de infraestrutura. Equipamentos estão sucateados e faltam profissionais para trabalharem na TV, que tem programação 24 horas por dia. Os problemas têm levado à perda de sessões inteiras que poderiam ser disponibilizadas em arquivos de vídeo. Um prejuízo para a transparência.

O assunto chegou a ser motivo de cobrança, da tribuna da Câmara, pelo presidente da Comissão Permanente de Comunicação da Casa, vereador Jorge Parada (PT), que falou da situação complicada da emissora. A situação causou a perda do arquivo da sessão ordinária do dia 8 de dezembro, justamente quando se votou o projeto de revisão do Plano Diretor, uma matéria polêmica que dividiu os vereadores. O projeto foi rejeitado.

No dia da sessão os arquivos disponíveis são da sessão extraordinária de votação do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), realizada às 17h, com 37 minutos, o Jornal da Câmara, transmitido em seguida, com 22 minutos, e uma sessão solene, com 46 minutos. A sessão ordinária, com cerca de duas horas, transmitida entre o Jornal da Câmara e a solene, não está disponível. O arquivo foi corrompido.

O problema nos equipamentos tem levado à necessidade de reinício dos trabalhos inclusive durante as sessões, em função do travamento. Até mesmo leitores de cartão estariam sem funcionar e cabos de câmera estão com mal contato.

Faltam funcionários

Além dos problemas em equipamentos há a necessidade de contratação de servidores para a TV Câmara. Um concurso foi realizado, mas o resultado foi suspenso pela Comissão Fiscalizadora, para apuração de eventuais irregularidades. Depois da apuração, os vereadores Bertinho Scandiuzzi (PSDB), Marcos Papa (Rede) e Ricardo Silva (PDT), integrantes da comissão, pediram a anulação do concurso.

Só após a solução do problema é que os aprovados serão contratados ou, em caso de anulação, novo concurso terá que ser realizado para a contratação. O presidente da Câmara Municipal, Walter Gomes (PR), recebeu o pedido de anulação e abriu prazo para a empresa responsável pelo exame se defender. “Temos que esperar a defesa da empresa, antes de decidir se anulamos ou não”, disse.

Sobre os equipamentos a serem adquiridos, Walter gomes disse já ter recebido um orçamento mas só deve comprar em 2016, porque custam cerca de R$ 800 mil e não teria como comprar em 2015. “Sugeri que a gente compre aos poucos para não pesar no orçamento da Casa, mas vamos comprar tudo no ano que vem”, afirmou.

 

Foto: Divulgação

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