Transformação digital na saúde
Projetos implantados pela Unimed Ribeirão Preto digitalizam rotinas hospitalares e reduzem o uso de papel, gerando economia operacional e sustentabilidade
A digitalização de processos tem se consolidado como uma estratégia importante para instituições que buscam unir eficiência operacional, sustentabilidade e inovação. Na Unimed Ribeirão Preto, esse movimento vem transformando rotinas assistenciais e administrativas no Hospital da Unimed (HURP), com projetos que substituem documentos impressos por sistemas digitais e reduzem significativamente o uso de papel.
Historicamente, muitas rotinas hospitalares dependiam da impressão constante de documentos. Termos de consentimento, registros assistenciais que constituem o prontuário, prescrições diversas e requisições de materiais eram produzidos em múltiplas vias e armazenados fisicamente após o atendimento. Além de demandar tempo das equipes, esse modelo gerava grande volume de papel e exigia espaço para arquivamento.
Novo momento
As mudanças mais significativas ganharam maior impulsionamento há dois anos com a implantação do projeto Green Paperless, que substituiu a impressão dos termos assistenciais por versões digitais apresentadas em tablets e assinadas eletronicamente pelos pacientes. A iniciativa eliminou a necessidade de impressão desses documentos e trouxe mais agilidade ao atendimento. Em etapa anterior, o sistema de prontuário já estava equipado com assinatura de médicos e profissionais de saúde por meio de certificação digital segura, no padrão ICP Brasil, legalmente amparada para todos os fins. “O desafio era modernizar esses processos sem perder segurança, rastreabilidade e qualidade no atendimento aos pacientes”, explica Fabiano Costa Rezende, gerente de tecnologia da Unimed Ribeirão Preto.

Fabiano Costa Rezende, gerente de tecnologia da Unimed Ribeirão Preto
Atualmente, a média de documentos que deixam de ser impressos chega a aproximadamente 300 mil unidades por ano, o que representa a redução de cerca de 1,5 tonelada de papel nesse processo.
Rastreabilidade em tempo real
O último ponto da jornada ocorreu em 2025, quando a estratégia foi ampliada com a implantação do Projeto Farmácia Mobile (PALM), voltado à digitalização da dispensação de medicamentos e materiais hospitalares. Até então, os profissionais utilizavam requisições impressas para localizar os produtos, registrar a retirada de itens do estoque e o encaminhamento ao seu destino final: o paciente. Com os dispositivos móveis, o registro passou a ser feito diretamente no sistema, por meio de leitura unitária de cada comprimido ou solução dispensada, em tempo real.
Danilo Damasceno, gerente de enfermagem do HURP
“Todo processo assistencial é centrado no paciente, para quem tudo é planejado. A rotina de um hospital é muito dinâmica e complexa. Uma farmácia hospitalar reúne mais de 5 mil itens diferentes, o que exigiu que os controles eletrônicos fossem implantados com muito cuidado, e mecanismos de verificação que permitissem garantir toda segurança necessária ao paciente”, destaca Danilo Damasceno, gerente de enfermagem do HURP.

Digitalização que gera resultados
A mudança eliminou cerca de 600 mil folhas por ano apenas na farmácia do hospital, o equivalente a aproximadamente três toneladas de papel. A transformação também gera impacto financeiro: considerando os custos de impressão em ambiente hospitalar, a economia anual estimada com os projetos varia entre R$ 72 mil e R$ 135 mil.
Todos os projetos mencionados tiveram papel estratégico e contaram com acompanhamento direto da diretoria executiva da Unimed. “Mais do que substituir papel por tecnologia, essas ações representam uma mudança cultural na organização dos processos hospitalares. A digitalização passou a ser incorporada como estratégia para tornar os fluxos mais ágeis, seguros e alinhados às práticas contemporâneas de gestão em saúde”, assegura Julio Cesar Paim, CEO da Unimed Ribeirão Preto.
Fotos: Rafael Fernandes