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Do estúdio construído com o apoio do Criança Esperança já nasceram 96 livros desde a sua inauguração, em 2011

Adevirp dá vida à literatura com estúdio para produção de audiolivros

Oficina de locução e sonoplastia ministrada no local prepara os próprios alunos para gravarem os livros

Os custos de gravação e a dificuldade em se obter audiolivros levaram a Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto (Adevirp) a produzir, com ajuda de voluntários, seus próprios audiolivros. Do estúdio construído com o apoio do Criança Esperança já nasceram 96 livros desde a sua inauguração, em 2011. Todos estão disponíveis gratuitamente na sede da instituição.

Quando traduzido para braille, um livro comum pode se transformar em 10 volumes, dificultando ainda mais a leitura dos deficientes visuais, principalmente os que têm que carregar os livros para a escola. Pensando nessas pessoas, a Adevirp também faz, além de literatura, a leitura e gravação de livros didáticos, inclusive livros de matemática, um tema difícil de se encontrar por ser bastante visual.

Matheus Faria de Souza, coordenador do projeto, me explica que são 20 voluntários que doam suas vozes semanalmente para manter o projeto andando. Cada audiolivro pode demorar até três meses para finalização, mas o fluxo é contínuo. "Quando um livro termina, outro já começa. Tenho projetos no começo, meio e fim, então nunca para e nem fica muito tempo sem coisa nova", ele diz.

Marquinhos, um dos 200 alunos da escola, diz que não tem preferência pelo tipo do livro, braille ou áudio, pois já aprendeu a escrita tátil, mas ressalta a importância dos audiolivros e o estúdio da Adevirp. "Tem muita criança que ainda não aprendeu braille e as que sabem precisam carregar muitos livros pra escola", ele diz.

A Adevirp é uma instituição sem fins lucrativos fundada em 1998 que atua na inclusão educacional e social de pessoas com deficiência visual. Todos os serviços são gratuitos e mantidos com apoio de doações da sociedade civil.

Fotos: Gustavo Ribeiro

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