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Trabalho na pandemia: Gastronomia passou por uma das mudanças mais profundas

Com a determinação de não consumir no local e a proibição de aglomerações, restaurantes e profissionais tiveram de se adaptar ao delivery

Miriam PaternoUma das mudanças mais profundas da crise que chegou com o coronavírus foi a do setor gastronômico. Restaurantes e lanchonetes tiveram de fechar as portas para o consumo local e festas e eventos tiveram que ser adiados por conta da pandemia, prejudicando diversas empresas da área.  

A Miriam Paterno, banqueteira e gerente do buffet Black Tie, diz que neste momento foi preciso de reinventar para superar a crise. “Hoje, estamos atendendo nossos clientes de forma online e procuramos manter os contatos da melhor forma possível através de reuniões e chamadas virtuais. Mas, o mais importante mesmo nesse período de pandemia é que procuramos nos reinventar.  Hoje estamos trabalhando com delivery de pratos prontos diariamente. Tivemos uma ação para o Dia das Mães que foi um sucesso com pratos especiais elaborados para a data. As entregas foram todas feitas por nossos colaboradores com muita atenção e carinho. E como não poderia faltar, estamos entregando feijoada completa às quartas-feiras e sábados”, conta a gerente.

Já o empresário gastronômico e proprietário do Gula Biagi Eventos, Gula Biagi, após dar férias coletivas por 30 dias, pensar sobre o futuro e diminuir a carga horária dos funcionários da empresa Gula Biagipara não precisar mandar nenhum colaborador embora, ele iniciou o processo de adaptação da cozinha da empresa e achou nos produtos congelados uma solução.  “Começamos a produzir a linha de congelados e pratos prontos. Ficamos nessa adaptação por aproximadamente 30 dias. Hoje o processo está completo e funcionando sem falhas: criamos a Gula Biagi Rotisserie – que era um produto que já queríamos fazer. Nosso desafio, está em como entender o funcionamento do varejo, porque somos da área de eventos”, explica Biagi.

A inciativa trouxe bons resultados e, segundo Biagi, está funcionando. “Estamos oferecendo agora comida congelada e pronta aos finais de semana, com um cardápio variado que inclui massas, caldos, entradas e prato principal. É uma mudança que está sendo diária e constante, mas como muitos aprendizados”, conclui.

Venda on-line e take way

O empresário Guilherme Cochoni, gerente da RTA - Ruecler Take Away –loja de produtos integrais, como bolos, pães e doces– também precisou se adaptar para continuar as suas vendas. Segundo o gerente, desde o início do surto da doença na China, ele já vinha acompanhando as notícias sobre a pandemia. Após o início do surto na Itália, já sabíamos que chegaria ao Brasil. Quando tivemos o primeiro caso confirmado já nos antecipamos e restringimos a possibilidade de consumo dos produtos em loja. Posteriormente, migramos todas as vendas para os aplicativos de delivery e suspendemos a venda no local. Em menos de dois meses saímos de um atendimento presencial, com opção de delivery, para um completamente virtual. No entanto, hoje, nos adaptamos e estamos atendendo também no formato take away”, explica.

Para se adaptar, Cochoni diz que precisou fazer algumas mudanças. “A primeira loja RTA já foi concebida no padrão take away, sistema que a pessoa compra para levar. Mas, inicialmente, o espaço contava com um café. Com a pandemia, encerramos o café e passamos a atuar somente no sistema delivery. Recentemente, reestruturamos a loja para poder atender novamente de forma presencial sem gerar risco de aglomeração, proporcionando assim segurança a nossos clientes e colaboradores e comodidade de retirada dos nossos produtos em nossa loja. Para isso, transferimos toda a estrutura de caixa literalmente para a frente da loja, com um caixa, display e uma organizador de fila”, explica.

Guilherme CochoniSegundo Cochoni, as adaptações trouxeram um bom resultado. “Como reativamos o atendimento presencial na primeira semana de maio, o novo formato take away está funcionando bem.  Os clientes estão retornando à loja e já se adaptaram a este novo formato. Ficamos muito felizes em ver todos respeitando a obrigatoriedade do uso da máscara, demonstrando que estão preocupados em proteger o próximo”, finaliza.

Fotos: Divulgação

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