Doenças do coração também podem afetar crianças e adolescentes
Sedentarismo, obesidade e colesterol alto, mesmo sendo raros, podem causar problemas cardíacos em crianças, como infarto do miocárdio, arritmias e em alguns casos derrame
Não são apenas crianças que nascem com problemas congênitos no coração que podem desenvolver problemas cardíacos durante a infância. Atualmente, segundo o pediatra Thiago Santos Hirose, o número de crianças que apresentam problemas de peso, colesterol alto e sedentarismo vem crescendo. Em razão desse aumento, mesmo sendo raros os casos, crianças estão cada vez mais expostas a problemas cardíacos, como infarto do miocárdio, arritmias e em alguns casos derrame.
Para evitar possíveis problemas no coração durante a infância, é preciso que os pais estejam sempre atentos a sintomas e precauções. Na área de problemas congênitos, as crianças já tendem a nascer mais 'roxinhas', com dificuldade para serem amamentadas, cansaço na hora do choro, com baixo peso ou inchaço.
Já nas crianças maiores e adolescentes, os pais também devem estar atentos na cor, se apresenta pele mais roxa, na dificuldade de realizar atividades físicas, na apresentação cansaço e falta de ar na hora de andar ou subir escadas, inchaço e, em caso de possíveis infartos, dores no peito.
O tratamento vai variar de acordo com o diagnóstico de cada indivíduo. “Depende dos sintomas, da gravidade do problema e da detecção de exame clínico e complementares. Há situações, que se o problema for leve, basta observar e ver a evolução do quadro, como o sopro cardíaco, que se for por conta de algo leve, dá para observar durante a vida e ver se está evoluindo ou não, sem nenhum tipo de tratamento”, explica Hirose.
Outros quadros podem apresentar a necessidade de tratamento medicamentoso, para melhorar o batimento cardíaco e a circulação do sangue, ou até cirurgia, tanto em bebês como em crianças maiores, que, segundo o pediatra, irá depender da doença e de sua complexidade. “O tratamento só é definido após a doença ser detectada”, afirma Hirose.
O especialista alerta que a atividade física, caso o problema permita a prática, e uma alimentação saudável a cada três horas é muito importante na vida de crianças e jovens. “Em termos de vida saudável, sendo uma criança com problema no coração ou não, é preciso prestar muita atenção na alimentação e na prática de atividade física, desde que o problema cardíaco não interfira nisso, pois existem doenças que limitam a atividade física”, destaca Hirose.
Segundo o pediatra, a vida que a criança leva na infância, como uma boa alimentação e os exercícios, irão refletir na saúde durante a vida adulta do indivíduo. “Dependendo da programação metabólica e do estilo de vida, que já podem ser acompanhados durante a infância, mesmo quando neném, e até mesmo na barriga da mãe, podem apresentar riscos de doenças metabólicas, causando problemas de colesterol, obesidade, pressão alta, diabetes e problemas no coração e derrames. Mesmo depois dessa faixa etária, uma alimentação saudável e um estilo de vida adequado diminuem o risco de doença cardíaca e possíveis problemas no cérebro, por exemplo.”, finaliza o médico
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