Especial mulheres: Carol Silva
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Um exercício diário de equilíbrio”. Assim Carolina Trebi Penatti Silva – ou Carol Silva, como é mais conhecida – começa a descrever sua jornada multitarefa como mulher, mãe, profissional e presidente do Fundo Social de Solidariedade de Ribeirão Preto, cargo que assumiu junto com o título de primeira-dama do município, em janeiro de 2025, paralelamente à posse do marido, Ricardo Silva, como prefeito da cidade.
A prática clínica – graduada em Fonoaudiologia (2008), com mestrado (2011) e doutorado (2016) em Ciências Médicas – Neurologia (opção Neurociências) pela USP Ribeirão – ficou em segundo plano. As responsabilidades à frente do Fundo Social, explica ela, somadas à vida familiar, exigem dedicação integral. “Foi uma escolha consciente, compreendendo que cada fase da vida pede prioridades diferentes”, garante. Atualmente, ainda cursa Direito na Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), carreira mais alinhada ao elemento fogo que rege seu signo – é ariana de 26 de março de 1987 –, cujas características genéricas que ela mais reconhece em si são coragem e liderança.
Ribeirão-pretana nata, Carolina aponta como memórias mais marcantes de sua infância aquelas profundamente ligadas à família. “Cresci em um ambiente de diálogo, união e valores muito sólidos. Desde cedo, aprendi que respeito, trabalho e honestidade são princípios inegociáveis. Essas vivências moldaram quem eu sou hoje”, diz. Adolescente, já demonstrava também a determinação de Áries, a responsabilidade aprendida dos pais e, por sua própria decisão, extrema dedicação aos estudos.
“O DIA INTERNACIONAL DA MULHER É UM LEMBRETE DE QUE NOSSAS CONQUISTAS SÃO FRUTO DE CORAGEM E PERSISTÊNCIA — E DE QUE A LUTA CONTINUA SENDO PELA EQUIDADE E PELA DIGNIDADE”
Tem na mãe, Selma Aparecida Trebi, 65, a maior referência feminina. “Sempre foi exemplo de força silenciosa, firmeza nas decisões e amor incondicional”, afirma. Na atualidade, vê como inspiração a pesquisadora Tatiana Sampaio, cujo trabalho científico com a polilaminina tem trazido avanços importantes e esperança a pessoas com lesão medular. “Mulheres como ela mostram que ciência, coragem e sensibilidade podem caminhar juntas e transformar realidades. Em esferas diferentes, ambas [a mãe e Tatiana] representam a mesma essência: mulheres que impactam vidas dentro de casa e no mundo”, justifica.
No papel de primeira-dama, Carolina descreve o primeiro ano à frente do Fundo Social como “intenso, desafiador e profundamente transformador”, porque significou mergulhar em diferentes realidades, ouvir histórias de superação e compreender ainda mais de perto as necessidades da população. “Desde o início, buscamos ir além do assistencialismo, fortalecendo projetos de capacitação profissional, geração de renda e autonomia das famílias atendidas. Acreditamos que oferecer oportunidade é tão importante quanto oferecer ajuda imediata”, frisa.
Sobre o que comemorar no Dia Internacional da Mulher, destaca avanços como mais mulheres ocupando espaços de liderança na política, no mercado de trabalho, na ciência e no empreendedorismo. “Ainda assim, persistem desafios estruturais: desigualdade salarial, sobrecarga de jornadas e preconceitos muitas vezes velados. Precisamos ampliar oportunidades, fortalecer redes de apoio e promover políticas públicas que garantam equidade real”, contrapõe.
“É fundamental fortalecer políticas públicas que apoiem mães, trabalhadoras e empreendedoras. Mais do que uma data simbólica, o Dia Internacional da Mulher é um lembrete de que nossas conquistas são fruto de coragem e persistência — e de que a luta continua sendo pela equidade e pela dignidade”, conclui.